quarta-feira, 8 de abril de 2009

Visita de Obama

Crónica publicada no semanário Sol. Escrita antes do discurso que Obama proferiu em Berlim, mas também sem que este justifique especiais comentários adicionais:

Barack Obama será o próximo presidente dos EUA. No seu périplo pelo Médio Oriente e pela Europa comportou-se como tal e assim foi recebido pelos diferentes protagonistas. Tomem-se, portanto, os seus actos e declarações pelo que valem.

Obama foi a Bagdade explicar que retira o grosso das tropas até 2010. Nisso, não pode tergiversar, sob pena de colocar a eleição em risco. Em compensação, exibiu o lado cowboy no Afeganistão e em Israel. Este equilíbrio é o seu cartão de visita. Por agora, cola. A coisa só mudará quando os norte-americanos perceberem que os rapazes, afinal, não voltam para casa e que no Afeganistão não se ganham guerras. Mas essa é uma conversa para 2009.

Entretanto, a nova linha implica a Europa. Obama não é ingénuo. Em troca do desinvestimento no Iraque, o futuro inquilino da Casa Branca exige a repartição dos custos humanos e materiais no Afeganistão.

Resta saber como se comportará noutro dossier explosivo: a “Guerra das Estrelas”, programa que teve esta semana o seu primeiro efeito boomerang, com Chavez a oferecer a Venezuela a Putin, para bases de bombardeiros russos de longo alcance…

A segunda e terceiras facturas da retirada do Iraque têm como destinatários o Irão e a Palestina. Foi em Sderot, a poucas dezenas de quilómetros das instalações militares nucleares de Israel no deserto do Neguev, que Obama disparou contra o programa iraniano e apoiou Telavive contra o Hamas.

Extraordinário! Israel, ao contrário de Teerão, não subscreveu o Tratado de Não Proliferação; o seu programa escapa a qualquer fiscalização internacional, o que não sucede com o dos mollahs; e, pior, Obama sabe que é em Telavive, e não em Teerão, que os dirigentes ponderam um ataque preventivo, nuclear ou convencional, “no período de 5 de Novembro de 2008 a 19 de Janeiro de 2009”, a darmos por boa a especulação de Benny Morris, um influente historiador sionista, que reflecte abertamente sobre cenários militares que, de resto, são públicos.

Porque fez, então, declarações tão deslocadas no tempo e no lugar? Para compensar o tenha dito, em privado, aos líderes hebraicos, sobre os seus planos de guerra? É pouco provável. A minha tese é que Obama selou, com o lobby sionista, uma aliança de ferro.

Aliás, as declarações do candidato sobre o conflito israel-palestiniano confirmam as piores expectativas. Fazem de Bush uma pomba de saída. É verdade que Obama corrigiu-sem-corrigir o que havia dito sobre Jerusalém. Mas foi taxativo na rejeição do diálogo com o Hamas, mesmo que Israel esteja a negociar com este movimento, por interposto Egipto, a libertação de centenas de prisioneiros pela devolução do soldado Shalit.

O que este périplo mostrou é que Obama já é refém da cadeira onde se vai sentar. O mundo da obomania tinha direito a um pouco mais, não?…

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O drama das universidades em Angola

Uma procissão sem Meca - O drama das universidades em Angola

As universidades sempre estiveram ao serviço das sociedades a que pertenceram e jogaram um papel preponderante ao desenvolvimento destas. Hoje, na era da modernidade é crucial entendermos qual o papel a desempenhar pelas nossas escolas superiores, sob pena de não aproveitarmos a mais-valia social desta instituição.

No nosso país as universidades ainda não têm cumprido de modo efectivo e cabal com o seu papel social. Ainda enfermam de muitos males que vão desde a falta de docentes qualificados, infra-estruturas ao mau preparo dos estudantes, o faz com que as universidades se assemelhem em muito as escolas normais. Não produzem ciência, não dão respostas a problemas do quotidiano entre outras tarefas a que deviam realizar. Urge deste modo, a adopção de medidas governamentais concisas, directivas específicas que imprimam uma maior dinâmica no funcionamento das nossas universidades.

A realidade actual é dramática. Há uma gritante falta de cultura universitária no seio dos estudantes e docentes. É inadmissível que estudantes que frequentam a universidade conhecem tão pouco da história de Angola e cometam os piores erros de escrita e de pronúncia.

Está na hora de deixarmos de ver o problema de fora. Ele já tomou contornos alarmantes e compromete o futuro do país. Os professores devem intervir, na promoção do gosto pela leitura e investigação científica. As instituições públicas e privadas devem esforçar-se por garantir uma prestação de serviços burocráticos e de ensino com melhor qualidade, pois só assim podemos por

Google lança Gmail Labs em português a partir de amanhã

Servidor acrescenta novas funcionalidades no seu quinto aniversário
O Google disponibiliza a partir de amanhã o Gmail Labs, em língua portuguesa, que permite aos utilizadores do serviço electrónico a personalização das suas caixas de correio, através de 50 novas funcionalidades. Além do português, o Gmail Labs, desde 2008 em inglês, está agora disponível em mais 48 idiomas, que abrangem os cinco continentes. Este serviço, disponibilizado no dia em que o Gmail comemora o quinto aniversário do seu lançamento, que ocorreu a 1 de Abril de 2004. “O que nós estamos a fazer é pôr à disposição dos utilizadores uma série de funcionalidades novas que eles podem adicionar à sua conta Gmail. Essas são optativas e abrangem uma série de questões práticas que tornam, no fundo, a navegação e a utilização do Gmail mais fácil de utilizar", salientou Paulo Barreto, director-geral do Google em Portugal. Das novas funcionalidades, Paulo Barreto destacou a possibilidade de utilização do Gmail off-line. O utilizador pode aceder ao seu e-mail e escrever mensagens, mesmo quando não tem ligação à Internet, sendo que as alterações serão sincronizadas automaticamente assim que voltar a ter ligação. Uma segunda funcionalidade do Gmail Labs, destacada pelo director do Google Portugal, é a denominada «Tarefas», através da qual o utilizador pode adicionar à sua caixa de entrada uma lista de tarefas a realizar, a partir de um e-mail e fazer alterações a partir do telemóvel. Várias funções O Gmail Labs disponibiliza também uma função que permite anular o envio de uma mensagem até cinco segundos após o envio. Outra função experimental é o detector de anexo esquecido, que previne o envio de mensagens sem anexos, recebendo o utilizador um alerta caso tenha mencionado o anexo sem o ter adicionado. Paulo Barreto salientou ainda outras "pequenas" alterações que irão permitir "ter mais do que uma ‘inbox’ a ser visualizada e passar o chat para o lado direito em vez de estar do lado esquerdo do écran", entre outras funcionalidades. "O filtro do correio vai lhe pedir para fazer uma conta e só se acertar essa conta é que o e-mail vai seguir. É uma funcionalidade para as pessoas não mandarem e-mail fora de horas e, no fundo é só para verificar se as pessoas têm consciência das horas", disse. De entre a meia centena de opções, Paulo Barreto, destacou também a que "permite visualizar vídeos do YouTube sem sair do Gmail, sem ter de ir ao site, o poder fazer 'play' no próprio e-mail e a possibilidade das mensagens serem traduzidas, caso sejam recebidas noutra língua", referiu. Outras duas ferramentas que considera úteis são os "e-mails de resposta pré-definidos que sejam iguais para várias pessoas e as várias caixas de entrada com diversos filtros, que permite separar os que são de trabalho e pessoais".

Na Itália: Terramoto continua a matar pessoas...

Sobe para 70 o número de mortos de terramoto Roma - Os números oficiais sobre o terramoto que castigou a Itália já somam 70 mortos e quase 1.500 feridos, segundo os dados da Defesa Civil italiana. Em conferência de imprensa concedida na cidade de L'Aquila, uma das mais afectadas pelo terramoto, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, disse que por enquanto são poucos os dados precisos sobre a tragédia, mas assegurou que há pelo menos 1.500 feridos. Já o chefe da Defesa Civil italiana, Guido Bertolaso, afirmou em L'Aquila que, por enquanto, são 70 as vítimas do terramoto de 5,8 graus de magnitude na escala Richter cujo epicentro foi localizado a poucos quilómetros da cidade e que foi registado às 02h32 de hoje (segunda-feira). Durante sua fala, o primeiro-ministro da Itália quis esclarecer que todos os locais afectados da região de Abruzzo já dispõem de equipas de emergência que trabalham para ajudar os desabrigados. "O que posso garantir, após sobrevoar a região de helicóptero, é que não há nenhum ponto afectado onde não existam meios de socorro", disse Berlusconi. O primeiro-ministro italiano também quis rebater alguns críticos os quais dizem que a tragédia poderia ter sido evitada, já que tremores mais fracos foram sentidos na região nas últimas semanas. "Não existem dados científicos para prevenir os terremotos", afirmou Berlusconi, explicando que já houve uma reunião da comissão italiana de Grandes Riscos, formada pelos maiores especialistas de engenharia sísmica do país para "resolver a situação e pensar em como prevenir" que algo similar aconteça. O primeiro-ministro da Itália contou ter visto do helicóptero muitos "edifícios caídos, sobretudo construções antigas". Berlusconi comentou que recebeu telefonemas dos presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Dmitri Medvedev, os quais expressaram sua solidariedade aos afectados pelo terramoto. Está prevista para as 18h de hoje (hora de Angola) a realização de um Conselho de Ministros extraordinário para destinar recursos económicos para a recuperação da zona atingida pelo terramoto.

Abraço de Elizabeth II e Michelle Obama causa perplexidade no Reino Unido

Washington, - Todo o mundo esperava que Michelle Obama causasse sensação em sua primeira viagem à Europa, mas a verdadeira surpresa foi a inusitada mostra de afecto demonstrada pela rainha Elizabeth II, que deixou até mesmo os americanos perplexos. A rápida imagem na qual aparecem a rainha e a primeira-dama americana abraçadas foi emitida várias vezes nas televisões dos Estados Unidos, em uma tentativa de descobrir quem iniciou o gesto. Embora pareça ter sido a rainha quem estendeu primeiro seu braço, alguns veículos de comunicação, como o "Los Angeles Times", diz que foi a primeira-dama americana quem quebrou o primeiro mandamento do protocolo britânico: Não tocar na monarca. Há quem compare o ocorrido na quarta-feira com o ousado piscar de olhos dado pelo presidente George W. Bush a Elizabeth II quando ela visitou os EUA há alguns anos, mas, na ocasião, o gesto não foi correspondido. Algo diferente ocorreu na quarta-feira entre a rainha e a primeira-dama. Segundo as imagens retransmitidas várias vezes, a rainha foi a primeira a abraçar Michelle Obama pela cintura, e ela, como boa americana, retribuiu com o mesmo gesto. Os jornais britânicos se apressaram a afirmar que nunca tinham visto a monarca tão carinhosa em 57 anos. Um porta-voz do Palácio de Buckingham tentou colocar panos quentes na polémica. "É óbvio que houve uma mostra de afecto mútuo. Mas não há ofensa, A recepção era uma reunião informal. Não se quebrou o protocolo".

Pyongyang desafia EUA e o mundo

O Governo de Pyongyang avisou no dia 12 de Março à Organização Internacional de Aviação Civil (Icao) e à Organização Marítima Internacional (OMI) o seu plano de lançar um satélite de comunicações entre sábado, 4 de Abril, às 11h locais e quarta-feira, dia 8, às 16h locais.

Parte do desenvolvimento da sua corrida espacial, o foguete sofre a oposição de Coreia do Sul, Estados Unidos e Japão, que suspeitam de que se trate, na verdade, de um novo teste do míssil balístico de longo alcance Taepodong, de fabricação norte-coreana e cujas duas provas anteriores fracassaram.

A desconfiança não é sem motivo, já que, em 1998, a Coreia do Norte anunciou igualmente como um satélite de comunicações o lançamento do míssil Taepodong-1, e a cooperação tecnológica com o Irão aumenta as possibilidades de o lançamento, desta vez, ser bem sucedido.

A imprensa sul-coreana especula que o lançamento poderia ocorrer sábado, desconfiança compartilhada pelo primeiro-ministro do Japão, Taro Aso, que, de Londres, ordenou o posicionamento de escudos antimísseis nas províncias japonesas pelas quais o foguete deve passar.

Tóquio avisou que o interceptará se ele cair sobre o seu território e enviou ao Mar do Japão dois destróieres com o sistema de combate Aegis, que integra os sensores do navio com as suas armas, para defesa contra mísseis anti-superfície.

Uma embarcação sul-coreana e outra americana com esse mesmo sistema de detecção já estão posicionadas no mesmo local com este objectivo.

O Governo de Seul disse, segundo a agência sul-coreana "Yonhap", hoje que a Coreia do Norte já está com a injecção de combustível no projéctil quase completa, tornando muito provável o lançamento sábado.

Alguns analistas afirmam que o lançamento será durante o fim-de-semana, quando a população norte-coreana tem mais tempo para assistir televisão, o que maximizaria o efeito.

O fim de semana tem previsão de nuvens e vento na base de Musudanri, em Hamgyeong, no nordeste da Coreia do Norte, mas Seul acredita que isso não impedirá o plano norte-coreano.

Segundo a agência "Yonhap", o foguete parece ser de 32 metros de altura e 2,2 metros de diâmetro, com peso superior a 70 toneladas e equipado com três fases.

Analistas sul-coreanos consideram provável este que seja um teste bem-sucedido, após as duas tentativas fracassadas de 1998 e 2006, graças à cooperação tecnológica com o Irão, que, em Fevereiro, lançou com sucesso um satélite.

Após o fracassado lançamento do Taepodong-1, em 1998, a Coreia do Norte ainda lançou, em 2006, o míssil de longo alcance Taepodong-2, que explodiu no ar segundos após o seu lançamento, segundo especialistas americanos.

O actual lançamento elevou a tensão na península coreana e a comunidade internacional intensificou as suas ofensivas diplomáticas para demover Pyongyang, enquanto coordena uma possível resposta.

Coreia do Sul, EUA e Japão advertiram que o lançamento violaria a resolução 1718 do Conselho de Segurança da ONU de 2006, que exige que Pyongyang abandone os seus testes de armas nucleares e mísseis balísticos, assim como o desenvolvimento desse tipo de armamento.

Em Londres o presidente americano, Barack Obama, e o seu homólogo sul-coreano, Lee Myung-Bak, combinaram de apresentar uma resposta "firme e unida" ao lançamento norte-coreano.

O Japão, por sua vez, deve convocar uma reunião de emergência do Conselho de Segurança, caso a Coreia do Norte efectue o lançamento.

A iniciativa foi respaldada por EUA e França, segundo o embaixador japonês na ONU, Yukio Takasu.

Enquanto isso, duas jornalistas americanos de um site, Laura Ling e Euna Lee, continuam presas na Coreia do Norte desde 17 de Março, sob acusação de entrar ilegalmente no país e de actos hostis contra o seu Governo.

A elevada tensão entre Coreia do Norte e Estados Unidos devido ao lançamento de foguete pode dificultar a libertação das repórteres, segundo analistas sul-coreanos.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Investimento Angolano custa três milhões

Governo investe USD três milhões para centro de produção

Lubango - Três milhões de dólares serão investidos, a partir deste mês, pelo Governo angolano na construção de um centro de conservação e armazenamento de produtos agropecuários, na Huíla, no âmbito do programa de mecanismos provisórios de observação da produção interna, a ser implementado em Junho deste ano. O facto foi anunciado à imprensa, (quinta-feira) no Lubango, pelo vice- ministro das Finanças, Manuel da Cruz Neto, no final de uma visita que efectuou à esta cidade, para explicar os objectivos da implementação do programa. Segundo o governante, o projecto visa ajudar os agricultores a escoar a sua produção para os principais mercados de consumo, através do seu armazenamento em centros, de onde serão transportados para os locais de venda.

Adiantou que o Governo já investiu nove milhões de dólares na construção de três centros do género nas localidades do Chinguar, província do Bié, Calenga, Huambo e na Gabela, Kwanza Sul.

Explicou ser ainda propósito da implementação deste programa conceder aos camponeses a oportunidade de vender os seus produtos e incentivar a produção alimentar.

Para tal, informou que o Governo vai, numa primeira fase, trabalhar em cinco províncias - Huíla, Bié, Huambo, Kuanza Sul e Malanje - onde serão criadas as coordenações para o acompanhamento do processo.

O dirigente esclareceu que foram escolhidas estas províncias por reunirem já condições para a experimentação do projecto e logo que tenha resultados desejados, afirmou, as restantes também serão contempladas.

Manuel da Cruz Neto informou que o projecto será controlado por coordenações provínciais e o Programa de Reestruturação do Sistema de Logística e de Distribuição de Produtos Essências à População (PRESILD) vai supervisionar as actividades.

Arquivo de Notícias