quarta-feira, 8 de abril de 2009

Encerramento dos Serviços na UniPiaget Benguela

Por ocasião da Pascoa os Serviços da Universidade Jean Piaget - Pólo de Benguela ficam encerrados nos dias 10 e 11 de Abril, sexta-feira e sábado respectivamente. A todos votos de uma boa pascoa. Obrigado.

Em breve: Concurso de Ideias....

Alerta para todos! Em breve a UniPiaget realiza o Concurso de Ideias. Apresenta a tua proposta para a construçao de um espaço de lazer no interior da tua universidade. Fique alerta! Mais detalhes em breve...

G20: algumas reflexões

CONTER A CRISE

Arrisco que teremos uma mão cheia de promessas e outra com pouco menos do que quase nada”.

Esta antevisão não se revelou correcta. A cimeira não produziu os resultados que seriam necessários para enfrentar a crise com justiça social. Também não anuncia, como titulou o The Guardian, uma “nova ordem mundial”. Esse tipo de sínteses, repetidas à exaustão nos media internacionais, não passam de propaganda. O melhor exemplo dessa caricaturização foi a proporcionada pelo principal diário belga, o Le Soir, que titulou, em números garrafais:

5.000.000.000.000″

Por outro lado, não ficou tudo como dantes. Os líderes, desta vez, não se limitaram apenas a palavras.

Porque a crise é, na realidade, uma depressão mundial sem paralelo no tempo das nossas vidas, o G20 foi tão longe quanto pôde - e seguramente mais do que quase todos gostariam - nas decisões que visam “conter a crise” em parâmetros que não ponham em causa a sua própria liderança. O ponto de vista de Londres é o do Leopardo de Luchino Visconti: mudar o que for necessário para que os de cima continuem por cima.

A esquerda não deve subestimar a capacidade de regeneração da ordem capitalista. Fazê-lo, seria subestimar o próprio capitalismo, bem como a dimensão da crise que o atinge.

A GRANDE TENSÃO: COORDENAÇÃO E COMPETITIVIDADE

Há algo de surrealista nos debates que antecederam o G20. Os norte-americanos insistem na despesa orçamental, os europeus na regulação e supervisão do sistema financeiro e os chineses na reforma do sistema monetário. Dir-se-ia que todos têm a sua parte de boas razões e não se percebe porque não somam. O mistério só se deslinda se lermos a coisa ao contrário: os norte-americanos gostariam de não mexer no sistema financeiro, os europeus de se manterem fiéis à ortodoxia do défice e ambos desconfiam dos chineses. Finalmente, os líderes dos países emergentes querem, acima de tudo, proteger as vantagens comparativas de que desfrutam na liberdade de comércio em escala internacional. Lamento, mas no G20 falta quem fale pelos mais pobres. É esse o verdadeiro problema”.

A conclusão principal que propunha na minha crónica mantém-se acertada. O G20, que na realidade já são 23 (a Espanha, a Holanda e a república checa entraram no clube, embora a última dele vá saltar rapidamente porque entrou à boleia da presidência da UE), reflecte os interesses e as contradições entre as burguesias dos países mais industrializados e as dos emergentes. De facto, os pobres só podem co-decidir desde que as ditas se transfiram deste tipo de círculos informais inter-estatais para as Nações Unidas. A primeira razão porque não se pode falar de “nova ordem” é porque a “velha ordem” assente nas diferenças de poder entre as nações é a que se reproduz no exacto momento em que deveria desaparecer.

Dito isto, a tensão que atravessou a cimeira é a que decorre da contradição entre a dimensão mundial da crise económica e social e a escala nacional ou regional em que se legitima a política.

O que até há pouco continha esta contradição era - e ainda é - a condição imperial dos EUA em escala planetária. Contudo, a nova administração sabe que esse estatuto, além de estar a abrir rombos por todo o lado, não permite responder às necessidades colocadas pela presente crise. Esta age como acelerador de todas as mutações que já se encontravam em curso na economia mundial. Por enorme que seja a superioridade militar ou infinita a capacidade de projecção do dólar, os EUA não têm condições para, isolados, “isolarem” o vírus da crise e impedirem a sua propagação. Os mais avisados na administração norte-americana suspeitam, aliás, de que o centro do império é mais parte do problema do que da solução.

O que a cimeira do G20 introduz na agenda política mundial é um compromisso instável entre as escalas da economia e da política. A crise mundial da primeira exigiria uma governação mundial, mas esta revela-se impossível, além de improvável, porque a política continua a ser nacional e regional. As actuais lideranças sabem que precisam de “coordenação”; mas por outro lado, a economia mundializada continua a assentar no sacrossanto principio da “competitividade” é acicatada pela própria crise. O G20 não resolve a contradição - procura desesperadamente um compasso de espera algures entre elas.

Os números que melhor expressam esta tensão são três:

750.000.000.000 de dólares de recapitalização do FMI aos quais se devem acrescentar 100.000.000.000 para o Banco Mundial; 250.000.000.000 de dólares de apoio ao comércio internacional em 2009 e 2010, que se prevê que recue 9% este ano; 6.000.000.000 de dólares resultantes da conversão em moeda das reservas de ouro do BM, que se destinarão aos países pobres.

Estas são, de facto, as novas injecções de capital na economia mundial. O montante é globalmente significativo, apesar de insuficiente. É ele que permite aos EUA falar em relançamento partilhado, aos países europeus manterem a sua ortodoxia anti-investimento público (são a Índia, a China e os Direitos Especiais de Saque que irão financiar a recapitalização de um FMI em situação de quase falência técnica), aos emergentes compensarem parcialmente as perdas no sector exportador e a todos eles afirmarem alto e bom som a sua preocupação com os mais pobres.

Este compromisso encerra o período histórico do Consenso de Washington. Mas não abre senão uma fase onde todas as modificações na relação de forças passarão a ser pilotadas à vista. Porque este é o quadro, os principais países trataram de garantir que não existirão mexidas no sistema de voto do FMI até 2012. Aliás, não se alteram nem os votos, nem as condições dos empréstimos do FMI. Por muito que a cimeira de Londres admita “flexibilizá-las”, a prática recente do gigante na Ucrania, na Letónia e na Hungria mostra como não aprende nem esquece nada… Os 20 juraram ainda abster-se de práticas proteccionistas no comércio internacional. Eles não devem ser levados particularmente a sério neste domínio: entre Novembro de 2008 e Março de 2009, 17 dos 20 fizeram o que tinham a fazer para protegerem sectores que consideram vitais. Do mesmo modo, não se vê como possam concluir o que não concluíram até aqui - o ciclo de Doha, iniciado em 2001 e destinado a liberalizar o comércio internacional. Os tempos de crise são os piores para tais aventuras.

A hipótese de que a esquerda deve partir é esta: a “coordenação” pode, ou não, ser suficiente para conter a crise; mas é seguramente escassa para a debelar. Existe, alíás, um curioso paradoxo nas medidas tomadas: do ponto de vista da lógica do sistema, elas atrasam a “solução” porque procuram salvar o que o mercado condena - economias, empresas e serviços menos competitivos.

FINALMENTE, A MÃO CHEIA DE QUASE NADA…

Claro que os que tudo sabem dirão que regular o sistema financeiro, combater o proteccionismo e relançar a economia são as condições da luta para erradicar a pobreza. Há alguma verdade nisto. O problema é que há meses que nos dizem que estas são as prioridades e os resultados são os que se conhecem”.

Onde nitidamente os compromissos não passam de palavras é nas medidas de regulação do sistema financeiro e na reforma do sistema monetário internacional. Não é por acaso.

Os paraísos deixarão de ser judiciais, mas vão continuar a ser fiscais; as agências de notação bolsista passarão a ser prudencialmente supervisionadas, mas não deixarão de ser “independentes”, ou seja, dependentes do próprio mercado; os títulos especulativos de curto prazo passarão a ser acompanhados, mas não serão proibidos nem punidos; os bónus e vencimentos dos executivos deixarão de depender tanto do curto prazo, mas a vida não deixará os seus créditos por mãos alheias. Quanto ao mais - o império do dólar no sistema monetário - isso é conversa para outras calendas. O G20 persegue um sonho: o de que, passada a tormenta, tudo possa voltar ao “como dantes”. Nisso se enganam redondamente.

Fonte: http://www.miguelportas.net/blog

Visita de Obama

Crónica publicada no semanário Sol. Escrita antes do discurso que Obama proferiu em Berlim, mas também sem que este justifique especiais comentários adicionais:

Barack Obama será o próximo presidente dos EUA. No seu périplo pelo Médio Oriente e pela Europa comportou-se como tal e assim foi recebido pelos diferentes protagonistas. Tomem-se, portanto, os seus actos e declarações pelo que valem.

Obama foi a Bagdade explicar que retira o grosso das tropas até 2010. Nisso, não pode tergiversar, sob pena de colocar a eleição em risco. Em compensação, exibiu o lado cowboy no Afeganistão e em Israel. Este equilíbrio é o seu cartão de visita. Por agora, cola. A coisa só mudará quando os norte-americanos perceberem que os rapazes, afinal, não voltam para casa e que no Afeganistão não se ganham guerras. Mas essa é uma conversa para 2009.

Entretanto, a nova linha implica a Europa. Obama não é ingénuo. Em troca do desinvestimento no Iraque, o futuro inquilino da Casa Branca exige a repartição dos custos humanos e materiais no Afeganistão.

Resta saber como se comportará noutro dossier explosivo: a “Guerra das Estrelas”, programa que teve esta semana o seu primeiro efeito boomerang, com Chavez a oferecer a Venezuela a Putin, para bases de bombardeiros russos de longo alcance…

A segunda e terceiras facturas da retirada do Iraque têm como destinatários o Irão e a Palestina. Foi em Sderot, a poucas dezenas de quilómetros das instalações militares nucleares de Israel no deserto do Neguev, que Obama disparou contra o programa iraniano e apoiou Telavive contra o Hamas.

Extraordinário! Israel, ao contrário de Teerão, não subscreveu o Tratado de Não Proliferação; o seu programa escapa a qualquer fiscalização internacional, o que não sucede com o dos mollahs; e, pior, Obama sabe que é em Telavive, e não em Teerão, que os dirigentes ponderam um ataque preventivo, nuclear ou convencional, “no período de 5 de Novembro de 2008 a 19 de Janeiro de 2009”, a darmos por boa a especulação de Benny Morris, um influente historiador sionista, que reflecte abertamente sobre cenários militares que, de resto, são públicos.

Porque fez, então, declarações tão deslocadas no tempo e no lugar? Para compensar o tenha dito, em privado, aos líderes hebraicos, sobre os seus planos de guerra? É pouco provável. A minha tese é que Obama selou, com o lobby sionista, uma aliança de ferro.

Aliás, as declarações do candidato sobre o conflito israel-palestiniano confirmam as piores expectativas. Fazem de Bush uma pomba de saída. É verdade que Obama corrigiu-sem-corrigir o que havia dito sobre Jerusalém. Mas foi taxativo na rejeição do diálogo com o Hamas, mesmo que Israel esteja a negociar com este movimento, por interposto Egipto, a libertação de centenas de prisioneiros pela devolução do soldado Shalit.

O que este périplo mostrou é que Obama já é refém da cadeira onde se vai sentar. O mundo da obomania tinha direito a um pouco mais, não?…

segunda-feira, 6 de abril de 2009

O drama das universidades em Angola

Uma procissão sem Meca - O drama das universidades em Angola

As universidades sempre estiveram ao serviço das sociedades a que pertenceram e jogaram um papel preponderante ao desenvolvimento destas. Hoje, na era da modernidade é crucial entendermos qual o papel a desempenhar pelas nossas escolas superiores, sob pena de não aproveitarmos a mais-valia social desta instituição.

No nosso país as universidades ainda não têm cumprido de modo efectivo e cabal com o seu papel social. Ainda enfermam de muitos males que vão desde a falta de docentes qualificados, infra-estruturas ao mau preparo dos estudantes, o faz com que as universidades se assemelhem em muito as escolas normais. Não produzem ciência, não dão respostas a problemas do quotidiano entre outras tarefas a que deviam realizar. Urge deste modo, a adopção de medidas governamentais concisas, directivas específicas que imprimam uma maior dinâmica no funcionamento das nossas universidades.

A realidade actual é dramática. Há uma gritante falta de cultura universitária no seio dos estudantes e docentes. É inadmissível que estudantes que frequentam a universidade conhecem tão pouco da história de Angola e cometam os piores erros de escrita e de pronúncia.

Está na hora de deixarmos de ver o problema de fora. Ele já tomou contornos alarmantes e compromete o futuro do país. Os professores devem intervir, na promoção do gosto pela leitura e investigação científica. As instituições públicas e privadas devem esforçar-se por garantir uma prestação de serviços burocráticos e de ensino com melhor qualidade, pois só assim podemos por

Google lança Gmail Labs em português a partir de amanhã

Servidor acrescenta novas funcionalidades no seu quinto aniversário
O Google disponibiliza a partir de amanhã o Gmail Labs, em língua portuguesa, que permite aos utilizadores do serviço electrónico a personalização das suas caixas de correio, através de 50 novas funcionalidades. Além do português, o Gmail Labs, desde 2008 em inglês, está agora disponível em mais 48 idiomas, que abrangem os cinco continentes. Este serviço, disponibilizado no dia em que o Gmail comemora o quinto aniversário do seu lançamento, que ocorreu a 1 de Abril de 2004. “O que nós estamos a fazer é pôr à disposição dos utilizadores uma série de funcionalidades novas que eles podem adicionar à sua conta Gmail. Essas são optativas e abrangem uma série de questões práticas que tornam, no fundo, a navegação e a utilização do Gmail mais fácil de utilizar", salientou Paulo Barreto, director-geral do Google em Portugal. Das novas funcionalidades, Paulo Barreto destacou a possibilidade de utilização do Gmail off-line. O utilizador pode aceder ao seu e-mail e escrever mensagens, mesmo quando não tem ligação à Internet, sendo que as alterações serão sincronizadas automaticamente assim que voltar a ter ligação. Uma segunda funcionalidade do Gmail Labs, destacada pelo director do Google Portugal, é a denominada «Tarefas», através da qual o utilizador pode adicionar à sua caixa de entrada uma lista de tarefas a realizar, a partir de um e-mail e fazer alterações a partir do telemóvel. Várias funções O Gmail Labs disponibiliza também uma função que permite anular o envio de uma mensagem até cinco segundos após o envio. Outra função experimental é o detector de anexo esquecido, que previne o envio de mensagens sem anexos, recebendo o utilizador um alerta caso tenha mencionado o anexo sem o ter adicionado. Paulo Barreto salientou ainda outras "pequenas" alterações que irão permitir "ter mais do que uma ‘inbox’ a ser visualizada e passar o chat para o lado direito em vez de estar do lado esquerdo do écran", entre outras funcionalidades. "O filtro do correio vai lhe pedir para fazer uma conta e só se acertar essa conta é que o e-mail vai seguir. É uma funcionalidade para as pessoas não mandarem e-mail fora de horas e, no fundo é só para verificar se as pessoas têm consciência das horas", disse. De entre a meia centena de opções, Paulo Barreto, destacou também a que "permite visualizar vídeos do YouTube sem sair do Gmail, sem ter de ir ao site, o poder fazer 'play' no próprio e-mail e a possibilidade das mensagens serem traduzidas, caso sejam recebidas noutra língua", referiu. Outras duas ferramentas que considera úteis são os "e-mails de resposta pré-definidos que sejam iguais para várias pessoas e as várias caixas de entrada com diversos filtros, que permite separar os que são de trabalho e pessoais".

Na Itália: Terramoto continua a matar pessoas...

Sobe para 70 o número de mortos de terramoto Roma - Os números oficiais sobre o terramoto que castigou a Itália já somam 70 mortos e quase 1.500 feridos, segundo os dados da Defesa Civil italiana. Em conferência de imprensa concedida na cidade de L'Aquila, uma das mais afectadas pelo terramoto, o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, disse que por enquanto são poucos os dados precisos sobre a tragédia, mas assegurou que há pelo menos 1.500 feridos. Já o chefe da Defesa Civil italiana, Guido Bertolaso, afirmou em L'Aquila que, por enquanto, são 70 as vítimas do terramoto de 5,8 graus de magnitude na escala Richter cujo epicentro foi localizado a poucos quilómetros da cidade e que foi registado às 02h32 de hoje (segunda-feira). Durante sua fala, o primeiro-ministro da Itália quis esclarecer que todos os locais afectados da região de Abruzzo já dispõem de equipas de emergência que trabalham para ajudar os desabrigados. "O que posso garantir, após sobrevoar a região de helicóptero, é que não há nenhum ponto afectado onde não existam meios de socorro", disse Berlusconi. O primeiro-ministro italiano também quis rebater alguns críticos os quais dizem que a tragédia poderia ter sido evitada, já que tremores mais fracos foram sentidos na região nas últimas semanas. "Não existem dados científicos para prevenir os terremotos", afirmou Berlusconi, explicando que já houve uma reunião da comissão italiana de Grandes Riscos, formada pelos maiores especialistas de engenharia sísmica do país para "resolver a situação e pensar em como prevenir" que algo similar aconteça. O primeiro-ministro da Itália contou ter visto do helicóptero muitos "edifícios caídos, sobretudo construções antigas". Berlusconi comentou que recebeu telefonemas dos presidentes dos Estados Unidos, Barack Obama, e da Rússia, Dmitri Medvedev, os quais expressaram sua solidariedade aos afectados pelo terramoto. Está prevista para as 18h de hoje (hora de Angola) a realização de um Conselho de Ministros extraordinário para destinar recursos económicos para a recuperação da zona atingida pelo terramoto.

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