quarta-feira, 15 de abril de 2009
CONFERENCIA SOBRE A ADVOCACIA, A JUSTIÇA E O DIREITO
2 º FEIRA ANUAL DO LIVRO E DO DISCO
o ano de 2008 que a Universidade Jean Piaget - Pólo de Benguela, sob a coordenação do Projecto Batalha das Ideias, vem realizando a Feira AnuaL do Livro e do Disco. Este ano a feira, inicialmente prevista para decorrer de 13 a 17 de Abril, vai se realizar de 15 a 30 Abril.
No certame estarão expostos várias centenas de livros de caril técnico, cientifico e académico. Igualmente um vasto conjunto de discos áudio e vídeo.
Em cada edição da Feira a UniPiaget convida uma livraria. Em 2008 foi a Livraria Editora Escolar e este ano é o Grupo Livreiro Book House, com a livraria Eureka e a Casa de Musica Real Music.
O evento foi criado com o fim de trazer o livro mais perto dos estudantes universitários, contribuindo deste modo para a criação do gosto pela literatura e discografia.
Visite a nossa feira de segunda a sábado das 9 as 12 e das 17 as 20 horas.
segunda-feira, 13 de abril de 2009
Espaço Opiniao: Presença chinesa em Africa
Presidente reconhece que habitação é traço característico de qualquer sociedade
| Angop | |
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| Presidente da República, José Eduardo dos Santos | |
Luanda – O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, sublinhou hoje, em Luanda, que a problemática da habitação é um dos traços característicos de qualquer sociedade organizada e um índice da própria civilização. Esta problemática, segundo o Chefe de Estado angolano que discursava na abertura da conferência nacional sobre habitação, “deve ser encarada numa perspectiva de planeamento integrado tendo em linha de conta as suas implicações em outros sectores com ela relacionados”. Estes sectores, segundo José Eduardo dos Santos, são a educação a saúde, a economia e o ordenamento do território.
Política Nacional: Mudnaças no Governo
Desporto: Campeonato Nacional
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| Lance do 2º golo do Petro (branco) no jogo diante do 1º de Maio | |
Luanda - O Petro de Luanda conquistou domingo à tarde, no Estádio dos Coqueiros, a sétima vitória consecutiva no Girabola2009, ao ganhar o 1º de Maio de Benguela, por 2-0, e reforçou a liderança da prova com 21 pontos.
David foi o “homem do jogo” ao apontar os dois golos, durante um desafio em que as equipas apresentaram futebol razoável.
Nos primeiros 45 minutos, os petrolíferos da capital do país falharam muitas oportunidades e logo no reatamento viram um golo seu a ser anulado por fora de jogo assinalado a David.
Os “proletários”, que jogaram na condição de visitados, equilibraram até aos 56 minutos, sobretudo no sector intermédio, onde Jaco, Coimbra e companheiros atrapalhavam a organização do jogo ofensivo do adversário. Face a alguma persistência do “Maio”, os campeões em título incidiram as suas acções pelas alas, com os laterais Jamuana e Yamba Asha a solicitarem através de cruzamentos o ponta-de-lança Moussa, que não correspondia da melhor forma os lances.
Aos 56 minutos, após cruzamento pela direita do seu ataque, Nelo chutou para a defesa incompleta de Lockwa e na recarga David inaugurou o marcador, para oito minutos mais tarde fixar o resultado em 2-0.
domingo, 12 de abril de 2009
ESPAÇO: Crónicas
O QUE UM SONHO TEM DE VERDADE
No momento em que inicio estas linhas, às escondidas porque o horário pertence ao patrão, estou ainda sob efeito do sonho, ou «choque» para ser mais preciso.
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Levantei-me, assustado, a meio da noite. Um pesadelo? Ainda não sei se o era, sei é que andava confuso demais no momento em que me sacudi dele. Você talvez fosse direito à geleira, que até fica a metro e meio da cama, afastando “os maus espíritos” com um copo de água gelada. Porém não tenho hábitos de consumir após a hora de dormir. Nem tempo restava para me decidir se voltaria para a cama ou se passaria o resto da noite acordado. «Duas e quarenta de uma promissora quinta-feira», dizia-me, indiferente, o relógio. Tudo a dormir lá fora, incluindo os guardas (que bem o sei), excepto um ou outro carro vadio.
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Era bom que os sonhos reflectissem apenas o espírito do dia, não? Assim, do tipo, para um dia de emoções agradáveis, sonhos maravilhosos. Que tal? Acende a indagação, movida pelo rápido recurso à memória do dia. Ou seja, o filme da viagem ao Caimbambo, recheada pela descoberta de suas picadas e paisagens, que têm um lençol vegetal de inevitável êxtase nesta época chuvosa. Mas nem isso sequer conseguiu suplantar o «estado de choque» que me havia entranhado.
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Ora pois, voltando à indagação de há pouco, não seria mais justo que os dias bons trouxessem apenas sonhos equivalentes? Mas, vendo o outro lado da moeda nessa lógica, conseguiríamos sobreviver aos sonhos daqueles dias que desejaríamos que simplesmente não existissem no nosso calendário?
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O tempo passava, com lentidão irritante. No quarto, apenas eu e a solidão. Logo percebo, dando-me por vencido, que a crítica ao critério dos sonhos era projecto furado.
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No cenário criado pelo meu «injusto» sonho, eu acabava de ouvir que era seropositivo, que tinha o famoso VIH, vírus da SIDA. Logo eu, que há cerca de nove anos abracei a causa da prevenção, participando inclusive na concepção/gestão de diversos projectos comunitários de cidadania e saúde preventiva!… Justamente eu, que me “esqueci” do que é sexo sem camisinha, ao ponto de certo dia me chamarem de “espécie rara em vias de extinção”?! Seropositivo, eu? Não! Eu, dono de duas máquinas (para barba e cabelo) de uso exclusivo, que nunca apanhei transfusão de sangue, enquanto que soro só apanhei uma vez?
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Já liberto da “anestesia”, dou conta do quanto determinados sonhos têm o inconveniente efeito de “teste surpresa”, sem dar tempo às vezes para elaborar uma saída, com base na retórica ou na lei do plano B. «Olha, você tem o vírus da SIDA!». Estaria eu preparado para ouvir tal notícia?
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Sempre pensei que sim. Os anos de activismo na luta contra Infecções de Transmissão Sexual dão-me o direito de pensar que tenho um background consistente. Se nunca me abalei quando alguém revelasse a condição de pessoa vivendo com o VIH, só podia ser devido à transposição da barreira da estigmatização e preconceito. Na minha condição de jornalista (24 horas por dia), acompanho o que os outros (rádio, jornal, TV) fazem – com a devida empatia perante o drama de pessoas geralmente rejeitadas no seu meio. Não sendo os meus próximos imunes, há bem poucos anos perdi uma prima, que faleceu em consequência da SIDA. Será que ter sensibilidade perante um problema habilita o indivíduo a vivê-lo?
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Ou será que me identifico mais com o slogan “Viver com o vírus da SIDA é possível, mas sem ele é melhor”? No momento, já em nenhuma certeza mais me arrisco encostar. De repente, vejo as minhas convicções, preconceitos, optimismos e receios, apoiados em cima de um tapete escorregadio. Alguém estaria preparado para ouvir a notícia de que somos seropositivos?
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Usando da honestidade, de si muito ligada à minha personalidade, assumo que não estou (afinal) preparado para ouvir que sou HIV positivo. Trouxe-ma o sonho esta verdade. Entretanto, penso que não é este o ponto. A questão é: o que fazer perante tal fraqueza? A resposta que me ocorre não é nova: há que levar a vida de modo a afastar, o mais longe possível, os riscos de contrair a infecção. O uso racional da sexualidade faz a diferença.
Gociante Patissa, aeroporto da Catumbela, 28/02/09

