quarta-feira, 22 de abril de 2009

A juventude ainda é sacrificada...

"Aos jovem podemos exigir tudo"
A frase é da autoria do Papa João Paulo II. O meu professor de psicologia social cito-a numa dessas sua magnificas aulas. Eu de facto concordo. Penso que muitos também concordam. Só não sei por que carga de agua reclamam sempre da juventude ! Se até mesmo Sócrates reconheceu "cada homem é fruto do seu tempo". Porque razão nos querem fazer jovens dos anos cinquenta se nós nascemos só depois da independência nacional? Voltando à vaca, podem sim exigir tudo dos homens. O Papa estava certo. Podem exigir que vençamos o Can 2010, trabalhemos fora das cidades sem condições nenhumas ou que trabalhemos com salários super baixos. Porém, um aspecto não deve ser olvidado. O Papa dizia que: aos jovens podemos exigir tudo, pois eles farão com todo gosto e entrega desde que lhes expliquemos as razoes das exigências. Para o caso, quem vira ao publico explicar as razoes das exigências que se faz a juventude angolana nos dias de hoje?
Martinho Bangula

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Adventistas tentam "roubar" Avo do presidente Obama para sua crença

Nairobi - Uma igreja protestante tentou converter ao cristianismo a avô queniana e muçulmana do presidente americano Barack Obama, Sarah Obama, contra a sua vontade, denunciou hoje (segunda-feira), em Nairobi, um representante da comunidade muçulmana no Quénia.

A igreja adventista do sétimo dia em Kisumu (oeste), convidou Sarah Obama, a um culto sábado, onde deveria ser baptizada, indicou a fonte.

"Deploro a tentativa, pela religião cristã, de a converter à força", declarou Sheikh Mohamed Khalifa, membro do Conselho de imams e dos predicadores do Quénia.

Said Obama, o meio irmão do presidente americano, precisou que os pastores da igreja tinham obrigado Sarah Obama em se tornar cristã.

"Mama (Sarah), nasceu muçulmana e espera morrer muçulmana.A questão da sua conversão não se coloca ", afirmou Said a AFP.

Sarah Obama, ascendeu à notariedade em 2006, no decorrer de uma visitado seu filho mais novo ao Quénia, mas concretamente à localidade de Kogelo, que se tornou numa atracção turística após a vitória de Obama nas presidenciais americanas de Novembro 2008. O governo queniano classificou no passado mês de Março, aquela localidade como património nacional. Sarah Obama, é a terceira esposa do avô de Barack Obama.Nenhum laço biológico os une, mas o presidente americano considero-a como sua avô paterna.

Terminou ontem, Cimeira das Américas sem acordo

Trindade e Tobago - A V Cimeira das Américas concluiu neste domingo (19.0409 sob o signo da esperança de uma nova era nas relações dos países do continente com os Estados Unidos, embora o embargo de Washington a Cuba tenha impedido o anúncio de uma declaração final unânime.

"A declaração em si não tem a completa aprovação dos 34 países presentes. Alguns deles manifestaram suas reservas. Mas concordamos em adoptar este documento, já que ao adoptá-lo, reconhecemos que não há unanimidade e sim um grande consenso sobre estas questões importantes", declarou o primeiro-ministro de Trindad e Tobago, Patrick Manning, no encerramento da reunião continental.

Depois de dois dias de reuniões, os 34 líderes das Américas se mostraram convencidos de que o passado ficou para trás e que se pode inaugurar uma nova página em suas relações com um intercâmbio franco e directo.

"Mostramos que, apesar de termos nossas diferenças, podemos e devemos trabalhar juntos em questões nas quais tenhamos interesses em comum. Mostramos que não há nem grandes nem pequenos sócios na América, somos apenas companheiros, comprometidos em avançar numa agenda comum com desafios comuns", declarou o presidente Barack Obama.

A cimeira foi o primeiro encontro do presidente Obama com os homólogos latino-americanos e caribenhos e ele parece ter passado por essa primeira grande prova de fogo ante muitos líderes severos críticos das políticas americanas.

"A cimeira, sem ser perfeita, se aproximou da perfeição. Reinou nela a cordialidade e ela terminou com êxito e com um clima novo", declarou o presidente venezuelano Hugo Chávez, cujo encontro afectuoso com Obama roubou grande parte das atenções do evento.

O primeiro passo para o que pode ser o restabelecimento das relações entre Estados Unidos e Venezuela será a nomeação de novos embaixadores em Caracas e Washington, depois das expulsões decretadas em Setembro.

O presidente do Equador, Rafael Correa, outro grande crítico da política dos Estados Unidos, também assinalou que a cimeira representou uma nova era de diálogo aberto, franco e amigável.

A Correa, que fez questão de se fotografar ao lado de Obama, disse ainda que seu homologo americano mostrou uma atitude nova em relação ao continente.

Obama se reuniu separadamente em Trindade e Tobago com os líderes sul-americanos, centro-americanos e caribenhos. A todos garantiu a disposição de ter um diálogo directo baseado no respeito mútuo.

Além da segurança energética e da prosperidade, temas incluídos na agenda do encontro, as questões que realmente centraram o evento foram Cuba e a crise económica.

Obama chegou a Port of Spain com o discurso de que está disposto ter um novo começo com Cuba e admitiu neste domingo que meio século de políticas americanas sobre Cuba "não funcionaram", mas destacou que a política americana em relação à Havana não mudará da noite para o dia.

"Temas como os dos prisioneiros políticos, liberdade de expressão e democracia são importantes, e não podem ser deixados de lado", explicou o presidente americano, dando a entender que espera acções de Havana neste sentido.

Também declarou que Cuba e Venezuela, assim como os Estados Unidos, devem mostrar "não simples palavras, mas também factos" se desejam melhorar as relações.

Para a maioria dos participantes, o encontro continental pode marcar mesmo o início de uma nova era, depois de anos de falta de comunicação ou relações ruins com os Estados Unidos.

"Nunca havíamos assistido a uma cimeira com um nível de interacção, franqueza e cordialidade que se sentiu em Trindad e Tobago. Creio que estão estabelecidas as bases para relançar uma nova etapa nas relações hemisféricas", declarou o presidente mexicano Felipe Calderón.

Entre os argumentos para a não aprovação unânime do documento final estão a questão do embargo a Cuba, a escassa presença no documento da crise económica mundial e até mesmo discussões sobre quais países são democráticos e quais não são.

Países como Bolívia e Venezuela, integrantes da Alternativa Bolivariana das Américas (Alba), já haviam anunciado que não assinariam a declaração final, entre outros motivos por solidariedade a Cuba, que não é mencionada no texto, está excluída da Organização dos Estados Americanos (OEA) e submetida a um embargo americano desde 1962.

O presidente da Nicarágua, Daniel Ortega, justificou a decisão de não assinar a declaração final por causa de diferenças irreconciliáveis, mas destacou a nova atitude do presidente Barack Obama, afirmando que seu homólogo americano é "o chefe de um império encurralado por suas regras".

Por fim, o presidente Luiz Inacio Lula da Silva enfatizou que a Quinta Cimeira das Américas abriu uma nova dinâmica nas relações entre os países do continente e pediu a seus pares que aprendam a se respeitar mais e deixem de pedir favores.

"Devemos ter respeito por nós mesmos para que nos respeitem”.

Não temos que continuar pedindo favores. Vamos deixar essa ideia de que somos pequenos e pobres e que alguém tem que nos ajudar. Nós, e não os Estados Unidos, temos que resolver nossos problemas", declarou Lula à imprensa ao fim do encontro.

Segundo Lula, o clima da reunião faz pensar que é plenamente possível que haja uma evolução na relação entre os Estados Unidos e a América Latina. "É possível criar uma nova dinâmica, de companheirismo, de contribuição", concluiu.

As imagens de Chávez e Obama apertando as mãos sorridentes correram o mundo e deram o tom desta cimeira marcada pela vontade de aproximação, exemplificada também pelas palavras do presidente venezuelano para seu homologo americano: "'I want to be your friend'. A Venezuela quer ser amiga dos Estados Unidos".

quarta-feira, 15 de abril de 2009

CONFERENCIA SOBRE A ADVOCACIA, A JUSTIÇA E O DIREITO

A advocacia, o Direito e a Justiça na CPLP será tema de uma conferencia a ter lugar nesta sexta-feira, dia 17 de Abril com início as 17 horas no anfiteatro da Universidade Jean Piaget de Benguela. O evento é uma organização da ordem dos advogados de Angola e conta com o apoio da UniPiaget. Serão prelectores os senhores bastonários da ordem dos advogados da CPLP "Universidade Piaget Benguela, desbravando caminhos..."

2 º FEIRA ANUAL DO LIVRO E DO DISCO

Desde o ano de 2008 que a Universidade Jean Piaget - Pólo de Benguela, sob a coordenação do Projecto Batalha das Ideias, vem realizando a Feira AnuaL do Livro e do Disco. Este ano a feira, inicialmente prevista para decorrer de 13 a 17 de Abril, vai se realizar de 15 a 30 Abril. No certame estarão expostos várias centenas de livros de caril técnico, cientifico e académico. Igualmente um vasto conjunto de discos áudio e vídeo. Em cada edição da Feira a UniPiaget convida uma livraria. Em 2008 foi a Livraria Editora Escolar e este ano é o Grupo Livreiro Book House, com a livraria Eureka e a Casa de Musica Real Music. O evento foi criado com o fim de trazer o livro mais perto dos estudantes universitários, contribuindo deste modo para a criação do gosto pela literatura e discografia. Visite a nossa feira de segunda a sábado das 9 as 12 e das 17 as 20 horas.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Espaço Opiniao: Presença chinesa em Africa

Por Benvido Luciano

A minha análise deste artigo consiste na evolução das relações comerciais entre a China e África, tendo em conta os números da última década, para ser bem visível o enorme crescimento das mesmas. O Boletim da Fundação Portugal África - Observatório de África nº4, Fevereiro, sublinha que desde 2000, as relações comerciais entre os dois blocos aumentaram 268%. A maioria dos acordos assinados incide sobre a vertente energética, com 25% da produção angolana de petróleo a destinar-se à China, assim como 30% da produção da Nigéria, Gabão e Guiné Equatorial. E o mais recente fórum realizado foi o de 5 de Novembro de 2006, III Fórum de Cooperação China-África. Este fórum teve como interesse demonstrar ao Ocidente que a China e os países africanos podem sobreviver e desenvolver-se, independentemente dos condicionalismos impostos por norte-americanos e europeus. Ainda na mesma vertente, a China assinou contratos comerciais com vários países africanos avaliados em 1.9 mil milhões de USD, nomeadamente com o Egipto (produção de alumínio); África do Sul (na produção mineira); Nigéria (construção de infra-estruturas); Sudão (têxteis); Gana (renovação do sistema telecomunicações); Zâmbia (na exploração de cobre); e Cabo Verde (na construção de uma fábrica de cimento). Em troca de tudo isto, foi adoptado um Plano de Acção para os próximos 3 anos, 2007-2009, nas áreas de cooperação política - na criação de mecanismos de consulta regulares a nível ministerial entre as partes. Para além das relações entre países, pretende-se estimular as relações entre a China e União Africana e entre o Fórum de Cooperação NEPAD; na cooperação económica e comercial, a China pretende promover investimentos de companhias chinesas em África no valor de 5 mil milhões de dólares, reforçar o apoio na área agrícola, na construção de infra-estruturas, nomeadamente transportes, telecomunicações, fornecimento de água e energia, apoio à exploração de recursos energéticos africanos; na área da cooperação internacional, harmonização das oposições as partes sobre as grandes questões internacionais, nomeadamente, a prossecução dos ODM, reforma da ONU e combate ao terrorismo; na área do desenvolvimento social, a China pretende reduzir a dívida externa dos países africanos à China, empréstimos de dinheiro, consturções de escolas, hospitais, o alargamento do turismo, etc... Perante toda esta oferta, recordo-me do velho ditado (quando a esmola é grande até o pobre desconfia). É verdade, muito verdade e uma verdade a ter em conta e atenção. É verdade que a China tem mão-de-obra barata, produtos baratos e enfim..., e os governantes africanos como querem gastar menos e o resto vai para os seus bolsos, eles aproveitam-se dessa tamanha oferta. Não me assusto ao saber que a China não tardará em ser uma grande potência mundial, pelo que tem feito até agora. No meu ponto de vista, dentre as muitas coisa boas que a China pretende em África, a sua política não passa dum neocolonialismo. Trata-se de uma colonização em pleno século XXI no sentido mais próprio do termo colonização e não uma parceria a ter em conta a 100%. Custa-me acreditar que a China só está assinar protocolos com África no âmbito do domínio de matérias primas. Isto é um neocolonialismo humano que passa sobretudo pela transferência de pessoas chinesas, tentando diminuir o excesso da sua população. A cada dia que passa muitos chineses são plantados em África, levando alguns consigo as famílias e fixando-se lá. Uns vão e não voltam para a China e outros são substituídos. Por exemplo em Angola, perderam-se os dados numéricos dos chineses. Segundo fonte da Courier Interantional, Abril de 2006, dados de 2005, em termos demográficos e económicos, a China apresenta o seguinte: Área (quilómetros quadrados) - 9.591.000; População- 1.307.400.000**; População Urbana- 41,8%; Taxa de Desemprego- 4,2%; Rendimento Per Capita(USD)- 6.208**; PIB(Milhões USD)- 1.911.700**. Crescimento PIB- 9,3%**; Inflação- 1,9%**; Importações(Milhões USD)- 532.700*; Exportações(Milhões USD)- 572.800*; Investimento Estrangeiro(Milhões USD)- 60.300**. Neste entretanto, a China e a Índia juntas prefazem um terço da humanidade. A China está tão saturada que precisa de assinar muitos protocolos no domínio de matérias primas, assim como tem que mandar recursos humanos para muitos países africanos. Como africano, estou muitíssimo preocupado com esta situação. Espero que África se aperceba disto o mais rápido possível na pessoa dos seus governantes. Talvez eu esteja enganado nesta minha análise (...). Daqui a meia dúzia de anos, pois, veremos o que poderá acontecer com esta política chinesa em África. 2007, é o ano que se fala da realização da Cimeira Europa África. Não sei se será satisfatória. A União Europeia não está de acordo com a presença do presidente Mugabe (Zimbabwe), e a União Africana quer fazer presente este Hitler africano...veremo o que poderá sair desta desavença. Depois de tudo que abordei neste artigo, vê-se pouca actuação dos EUA e da UE nos próximos anos, com a presença da China em África. Termino deixando um recado para a União Europeia... a UE tem de apostar na abertura da política comercial. Acabar com a vergonha da política agrícola da Europa, abrindo caminho para África, exemplo: troca de produtos, como a cana de açucar (com a Guiné Bissau), o café, e tantos outros produtos. Se assim for, isto permite o desenvolvimento natural da economia africana. Os dois continentes ficam a ganhar, e UE pode diminuir as acções da China. El BV "HAJA PAZ".

Presidente reconhece que habitação é traço característico de qualquer sociedade

Angop
 Presidente da República, José Eduardo dos Santos
Presidente da República, José Eduardo dos Santos

Luanda – O Presidente da República, José Eduardo dos Santos, sublinhou hoje, em Luanda, que a problemática da habitação é um dos traços característicos de qualquer sociedade organizada e um índice da própria civilização. Esta problemática, segundo o Chefe de Estado angolano que discursava na abertura da conferência nacional sobre habitação, “deve ser encarada numa perspectiva de planeamento integrado tendo em linha de conta as suas implicações em outros sectores com ela relacionados”. Estes sectores, segundo José Eduardo dos Santos, são a educação a saúde, a economia e o ordenamento do território.

O ordenamento do território, em particular, “deve ser visto como um instrumento fundamental da gestão do ambiente e uma das condições essenciais para um processo de um desenvolvimento equilibrado e sustentado, em articulação com as restantes politicas económicas e sociais do governo”. “Isto porque as rápidas e profundas transformações que estão a ocorrer no nosso país, principalmente depois de 2002, exigem que se estabeleçam regras de funcionamento para compatibilizar o desenvolvimento económico com a utilização racional dos recursos naturais, respondendo assim as necessidades e aspirações individuais e colectivas no que diz respeito ao uso dos solos”, disse. Para o Presidente da República, o ordenamento do território “impõem igualmente o cruzamento e harmonização dos vários tipos de planos existentes a nível do país, estratégicos ou de curto prazo, assim como uma atitude sistemática de avaliação da sua aplicação pratica e dos custos dos investimentos”. De facto, para o êxito dos vários projectos é fundamental uma acção coordenada entre os diferentes planos directores e as diferentes intervenções intersectoriais, ressaltou José Eduardo dos Santos. Especial atenção deve ser dada as características próprias de cada região que facilitem a solução dos problemas ligados a construção de infra-estruturas e de habitações, de modo a reduzir os encargos e a facilitar a sua harmoniosa integração no ambiente circundante. José Eduardo dos Santos referiu, que já se propôs a adopção para todas as localidades e a nível provincial e nacional, respectivamente, “planos directórios e de ordenamento do território, medida que deve ser acompanhada da promoção de uma cultura do respeito pelo interesse publico que ponha termo aos índices elevados de ocupação ilegal de terrenos e de construção desordenada e clandestina”. Sublinhou que a politica do solo deve constituir, assim, “um ponto fulcral da nossa acção, sendo necessária acima de tudo eficácia no combate ate à especulação na venda ou trepasse dos terrenos e a simplificação do processo normal da sua aquisição para urbanizações pensadas e devidamente estruturadas, sob o ponto de vista técnico”. Esta medida poderá desempenhar um papel fundamental na estabilização do mercado e permitir uma maior intervenção do sector privado, dado que a grave carência habitacional e os problemas sociais daí decorrentes exigem, “como expresso no programa do governo, a conjugação de esforços entre as forças disponíveis e em condições de intervir na sua solução”. Isto não implica, referiu, que o estado abdique das suas responsabilidades e o seu papel orientador, dinamizador e regulador, que é o de priorizar a solução do problema habitacional dos grupos mais vulneráveis e o de criar as infra-estruturas básicas de saneamento, de abastecimento de água e energia eléctrica, de vias de acesso e de investimento na saúde e na educação. Fonte: angop

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