segunda-feira, 4 de maio de 2009
5ª Aniversário da UniPiaget Benguela
A juventude e a literatura: Um caso a pensar (Parte I)
A LITERATURA COMO INSTRUMENTO DE AFIRMAÇÃO DOS JOVENS ANGOLANOS
Martinho Bangula[1]
“À figura do dever, seja ele de essência teológica ou resultante do culto laico da abnegação, a nossa época opõe uma cultura hedonista-utilitarista do «cada um por si». Devemos lamenta-lo?
Seguramente que não. O nosso mundo, onde o individuo não parece ter outro horizonte que ele próprio, tem menos necessidade de cruzadas virtuosas que uma ética da responsabilidade. Mais modesta, esta privilegia lógicas dialogadas e não contraditarias, pragmáticas e não encantatórias. Em resumo um compromisso sábio entre o possível e o ideal”
Gilles Lipovetsky – Filosofo e sociólogo.
Não há dúvidas que vivemos numa sociedade em busca de valores. Neste sentido, o pensamento de Gilles autor de Le crépuscule du devoir e de L´Empire de l´éphémère, ilustra bem este cenário. Um cenário de perda e desestruturação funcional quase generalizada.
A sociedade em que vivemos há muito deixou de seguir os ditames da agregação humana e se propõe a cada dia criar novos cânones para a humanidade, fazendo do passado arqui-inimigo do progresso. Aqui começa a minha reflexão sobre o assunto: os jovens e a literatura. Certamente o que mais interessa, aos presentes neste encontro, é saber se a juventude lê ou não e porque? Eu colocaria a questão noutros termos:
1. Quem são os jovens de hoje?
2. O que a literatura
3. Qual é o sua posição no contexto das sua congéneres?
4. O que faz a sociedade pelo jovens?
Estas são, na minha opinião, as premissas para compreendermos o fenómeno: juventude e o interesse pela literatura.
Assim, muito brevemente me discorro sobre estas quatro premissas:
- Quem são os jovens de hoje? Como estudante de sociologia afirmo: são um grupo etário que compreende a faixa dos 18 aos 35/35 anos. São sujeitos, na sua maioria, sem empregos, acesso à formação de qualidade, provêem de lares desagregados e são vítimas da rotulagem e estereótipos sociais, etc.
- O que a literatura? No sentido em que abordamos aqui, ela é uma forma de expressão artística, que consiste na manifestação de sentimentos, atitudes, narração ou descrição de acontecimentos.
- Qual é a sua posição no contexto das suas congéneres? A literatura, diferente de outras manifestações artísticas, desde os seus primórdios que constitui apanágio de poucos. A música, a dança, o teatro a outras mais artes, sempre tiveram mais paralisantes e consumidores que a literatura, devido ao carácter erudito que as sociedades teimam em lhe emprestar. Para se fazer literatura é preciso em primeira instância saber escrever e possuir certa imaginação. Mas para consumir basta saber ler. Não é necessário ter imaginação ou ser erudito para se ler, pelo contrário, a leitura é que torna o indivíduo criativo e erudito. Portanto é um erro da humanidade ter “elitizado” esta arte. Diante deste quadro devemos considerar os entraves seguintes: O preconceito histórico e a desestruturação da escola e outras instituições de socialização.
No primeiro caso o que sucede é que os indivíduos não se sentem impelidos a ler porque sabem que não é apanágio de todos e a sociedade não os motivas porque consentiu somente alguns podem. Isto é errado. Pois o escritor peruano Mário Vargas já afirmara que “ a literatura, por sua vez, foi e, enquanto existir, continuará sendo um denominador comum da experiência humana”.
[1] Martinho Bangula estuda sociologia na Universidade Jean Piaget, ensina generalidades na escola pública desde 2003. Exerce jornalismo radiofónico e mantém um blog sobre academia, ciência e cultura na internet. É comentarista sobre T.I e Cultura contemporânea. É secretário provincial da B.J.L.A. Como escritor publicou em 2008 “Sexorcismo – poesia para purificação”.
O a e i o u que nunca aprendestes
A letra - A
Aka! noivou!um jurista noivou recentemente, algures na província de Benguela, valeu mano. Está a caminho de se realizar um acto solene e público, juízo mano. Na véspera desse acto a notícia espalhou-se e uma dama ficou doente, foi coincidência ou a notícia caiu-lhe muito mal? Se for a noticia aconselhou-a a ouvir a música de Anselmo ralph há quem queira. Coragem mana.
A letra - E
Engraçado! Engraçado é o que aconteceu com um colega, chegou atrasado no ultimo tempo vindo do “salo”o prof…deixou-o entrar, mal sentou e o seu maldito telélé toca . O prof… pediu p´ra sair e o madié bazou.É como se diz tanto esforço para nada.
A letra - I
Ingresso. Ingresso de novos estudantes no Piaget 2009,é uma mais-valia para o país. Meus manos e minhas manas sentam-se a vontade e boas notas.
A letra - O
Ouvir! Ouvir o disco mentalidade de afroman o “yannick”é conhecer um pouco da realidade do pais. É uma maneira sui generis de cantar o que nos toca a todos. Há mudança? ou isto continua a ser Angola?
A letra – U
Uma dica. Uma dica “malaike”, infelizmente ainda há colegas que se irritam ou criam mau ambiente quando alguém pergunta ou dá subsídios as aulas, pensam que ser estudante universitário é ouvir, escrever, e calar sempre, Como cantou o outro “caras deles tipo nada”. Esquecem que é dentro da sala que se eliminam as “anomalias”. Portanto estejam mais um pouco preocupados com a ciência.
Meus manos e minhas manas, é sempre assim …
“O poeta que não é poeta”
quarta-feira, 29 de abril de 2009
MAIO MÊS DA CIDADE,
MÊS DA UNIVERSIDADE
ESTAMOS EM DUPLA FESTA!
POR OCASIÃO DO SEU 5º ANIVERSÁRIO, A ASSINALAR-SE NO DIA 10 DE MAIO, A DIRECÇÃO DA UNIPIAGET – BENGUELA AGRADECE À TODOS OS SEUS TRABALHADORES, ESTUDANTES E AMIGOS PELO APOIO QUE SEMPRE PRESTARAM À INSTITUIÇÃO.
APROVEITA O ENSEJO PARA REITERAR O SEU FIRME COMPROMISSO DE CONTINUAR A PARTICIPAR DO DESENVOLVIMENTO DE ANGOLA, FORMANDO O NOVO HOMEM.
UNIVERSIDADE JEAN PIAGET – PÓLO DE BENGUELA
5 ANOS DE EXISTÊNCIA
DANDO CORPO AOS SEUS SONHOS…
PROJECTANDO O SEU FUTURO
Luanda - O Ministério da Cultura apelou terça-feira aos bailarinos, professores, coreógrafos, produtores e instrutores a apostarem na formação profiss
Luanda - O Ministério da Cultura apelou terça-feira aos bailarinos, professores, coreógrafos, produtores e instrutores a apostarem na formação profissional, visando a promoção, valorização e divulgação da dança no país.
Na sua mensagem por ocasião do Dia Internacional da Dança, que se assinala esta quarta-feira, o Mincult considera que a data deve ser aproveitada para a reflexão e avaliação realística da dança que permitam a apostar em programas consistentes e de qualidade.
"O capital humano nível de formação, capacitação e competências está hoje no centro das atenções e estratégias do desenvolvimento cultural. Daí acções estão em curso no sentido da conclusão do Instituto Médio das Artes que permitirá absorver jovens bailarinos e coreógrafos que engrossarão o leque de interpretes e técnicos de dança que existem", lê-se na nota.
Segundo o Mincult, é necessário associar a prática da dança ao conhecimento, estudo e investigação das danças tradicionais, sem que "os grupos desta arte mais moderna se limitem a imitar maquinalmente outros já consagrados como lamentavelmente se tem assistido nos centros urbanos".
Por este facto, o Ministério vai continuar a prestar a devida atenção e apoio ao desenvolvimento da dança, envidando esforços para aumentar e melhorar a formação e capacitação dos interpretes e técnicos.
Vai igualmente reforçar as estruturas e atribuir estímulos aos criadores, interpretes e promotores que mais se destacam nesta actividade.
O Dia Internacional da Dança é celebrado no dia 29 de Abril, por orientação do Conselho Internacional de Dança (CID), uma organização interna da UNESCO para todos tipos de dança.
A comemoração foi introduzida em 1982 pelo Comité Internacional da Dança da UNESCO em alusão ao nascimento de Jean-Georges Noverre (1727-1810), o criador do balé moderno.
Entre os objectivos desta comemoração estão o aumento da atenção pela importância da dança entre o público em geral, assim como incentivar Governos de todo o mundo a fornecer um local próprio para a dança em todos sistemas de educação, do ensino infantil ao superior.
Inscrições para bolsas internas começam dia 4 de Maio
| Angop | |
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| Director-geral do Instituto Nacional de Bolsas de Estudo, Jesus Baptista | |
Luanda - As inscrições para candidatos às bolsas internas do ensino superior, no ano 2009, decorrerão nas 18 províncias do país, no período de 04 a 15 de Maio próximo, informou hoje, sexta-feira, à Angop, em Luanda, o director-geral do Instituto Nacional de Bolsas de Estudo (INABE), Jesus Baptista.
Jesus Baptista, que falava em exclusivo à Angop, frisou que, ao abrigo do decreto nº2/08 de 28 de Fevereiro, que institui a "bolsa de estado interna", e no âmbito da Política de Acção Social no Ensino Superior, estão disponíveis para este ano académico três mil vagas para os diversos ramos do saber.
Assim, acrescentou, o total de vagas (3.000) estão repartidas em 25 por cento para a area de ciências, igual percentual para engenharias e 20 para os cursos das tecnologias.
Os candidatos aos cursos de letras, ciências sociais e humanas têm disponíveis dez, 15 e cinco por cento, respectivamente, do global de ingressos definidos para 2009.
De acordo com o director-geral do INABE, apesar das vagas estarem distribuídas por províncias, os candidatos devem ter o domínio do Regulamento do Processo de Bolsa Interna, previsto no decreto nº 2/08, já que, o mesmo estabelece os 25 anos como idade limite para candidatar-se a qualquer curso.
A única ate prioridade, indicou, recai para os filhos de antigos combatentes, órfãos de antigos combatentes, deficientes de guerra ou seus descendentes, os quais, por imperativos legais, terão as suas candidaturas tratadas de forma especial, ou seja, sem idade limite.
Para impulsionar a preparação deste processo, segundo o director do INABE, equipas conjuntas da Secretaria de Estado do Ensino Superior e do Instituto Nacional de Bolsas de Estudo, vão dar início, no próximo dia 27, segunda-feira, a um ciclo de visitas a todas as províncias, com vista ao esclarecimento do regulamento de bolsas.
O quadro de distribuição de quotas, reserva 540 vagas dos diversos cursos para província de Luanda, seguida de Benguela, Huíla e Malanje, com 240 lugares cada, Bié, Cabinda, Cunene, Kuando Kubango e Zaire, com 180 bolsas cada.
Huambo, com 150 bolsas internas, Bengo e Moxico, com 120 cada uma, enquanto as províncias do Kwanza Norte e Kwanza Sul, Uíge, vão beneficiar de 90 bolsas cada, Namíbe, Lunda Norte e Lunda Sul, com 60 candidatos cada.
O regulamento anexo ao decreto nº 2/08, considera que para efeitos de candidaturas, abrangem todos os estudantes do ensino superior (desde o primeiro até ao último ano de qualquer faculdade), economicamente carentes, com idade limite os 25 anos.
No ano académico 2008, o Governo central, através do INABE deu início ao processo de concessão de bolsas de estudo internas para o ensino superior, tendo sido beneficiados os primeiros três mil bolseiros.
