No dia da Piaget
A igreja foi pequena para o júbilo de tantas almas
segunda-feira, 18 de maio de 2009
5º Aniversário
No dia da Piaget
A igreja foi pequena para o júbilo de tantas almas
quarta-feira, 13 de maio de 2009
Unipiaget de Benguela, cinco anos de vida!
Cinco anos não perfazem tão longo tempo. Mas a vida das instituições é, de certo modo, como a das pessoas: o que conta, realmente, não é a extensão dos anos, mas a intensidade de vida, a qualidade de vida. Temos mil motivos para felicitar a Unipiaget de Benguela. A imponência do seu edifício, erguido sob o olhar meigo da Senhora da Graça, admira os passantes, orgulha os utentes, enobrece os fautores. Mas não é a imponência do edifício, nem o frescor dos interiores, nem o formigar dos estudantes. O metro para aquilatar o valor de uma universidade não está apenas no visível. O valor de uma comunidade académica será medido, antes de mais, pela moldagem interior que a formação vai paciente e resolutamente produzindo no estudante, em ordem à criação de um verdadeiro homem de letras e de ciências. Se um dia o país e o mundo serão gratos ao trabalho da Unipiaget de Benguela, será pela responsabilidade científica e técnica dos seus formados. E, nisto, os frutos afiguram-se promissores e sem medida.
1. Aos Fundadores
Sinto-me no dever grato de recordar nomes a que a Unipiaget de Benguela será sempre devedora de gratidão.
· Trata-se do Presidente e Fundador do Instituto Piaget internacional, o Professor António Oliveira Cruz, que, depois de Luanda, quis estender a Benguela, tendo ele vindo pessoalmente até junto das autoridades locais, acompanhado por José Manuel da Rocha e Pedro Domingos Peterson, administrador geral e reitor da universidade em Luanda, espectivamente;
· Recordamos com gratidão o nome da Dra. Maria José Lopes Ferreira, aquela que dessa casa conheceu as dores de parto, aquela que a viu nascer. Foi esta jovem mulher que, contra todos os preconceitos, tirou Piaget do berço e lhe ensaiou, mão na mão, os primeiros passos;
· Devo recordar os meus colegas do 1º Conselho Científico fundador: Prof. Doutor Pe. Paulino Lukamba e Dr. David Bóio. Nós os três, qual pilares duma obra que veio para perdurar, provámos que era possível criar quase ex nihilo uma casa de ciência, na dimensão e ambição da Piaget, ou seja, administrar a ciência e a tecnologia sob signo ética e do humanismo, como o quis o fundador.
· Devo recordar, é certo, todos os nossos professores que, desde a primeira hora se dão a esta nobre obra e, com eles, os primeiros funcionários dos serviços, dos jardins, bem como os todos estudantes do nosso histórico ano zero...
2. Aos Docentes
A qualidade do ensino universitário depende, certo, da qualidade dos docentes. Nós os docentes conhecemos a nobreza e a responsabilidade da nossa missão. Devemos conhecer e viver também a humildade e honestidade científica de reconhecer quanto precisamos de ler, estudar e pesquisar. Só uma bagagem vasta e continuamente renovada nos proverá condições para abordar com desassombro os conteúdos lectivos a nós acometidos. A universidade é uma forma de vida colectiva e social, onde convivem e cruzam interesses mais ou menos aparentados. Há certamente um interesse comum: buscar e servir a ciência. E somos todos responsáveis para que estes objectivos sejam atingidos. Mas o nosso encontro com os estudantes debaixo dos tectos da Piaget deve criar também relações humanas e humanizantes. A nossa comunidade humana – uma comunidade que (segundo a história dos seus fundadores) teve gestação em valores humanistas – vai além dos interesses pessoais e egoísticos. Sabemos nós que o horizonte verdadeiramente humano não se vislumbra senão com os olhos de altruísmo e filantropia. Para muitos de nós (para todos nós) servir o irmão, formá-lo científica e humanamente deverá ser o primeiro e o mais importante estipêndio a receber. Na verdade, o serviço de formar, nas suas vertentes mais genuínas, nunca será recompensado com valores pecuniários do módulo lectivo. De resto, se os ramos humildes da videira piagetina que somos nós produzirem algum fruto, se dos nossos rebentos mais tenros brotar uvas sábias, destinadas a saciar a sede das gentes, como não seremos gratos, e infinitamente gratos?! Colegas meus, a nossa missão não é nada ingrata, só os calendários é que estão atrasados. Seremos recompensados infinitamente, mesmo quando já não estivermos neste mundo.
3. Aos Estudantes
Deveis zelar pelo património que juntos estais a construir e que deverá ser herança dos vindouros. A dedicação dos vossos professores deve ser recompensada com atitudes de respeito e gratidão. Assim, a vossa aplicação de estudantes deverá ser retribuída com empenhamento generoso dos docentes. O respeito pelos colegas, o pedido de perdão ao homem da segurança por ter passado por ele sem o cumprimentar, o antecipar-se a apanhar a caneta do colega que cai, o evitar má-língua, fofocas e descortesia… aqui estão os elementos do BI de uma comunidade académica civilizada.
Hoje temos muito vandalismo na cidade, na universidade também. Colegas vossos há que passam pelas salas e pelos corredores da Universidade como se de casa emprestada se tratasse, poluem a acústica com gargalhadas e gritos estapafúrdios… Mas o que mais deve preocupar o bom senso são aqueles que da universidade exigem tudo, menos o que devem efectivamente exigir: a ciência. Há quem pensa estar a pagar propinas não para ter aulas em vista de conhecimentos, mas para ter nota e canudo de doutor. São poucos felizmente! Mas existem e merecem, da nossa parte, não repúdio ou desprezo. São irmãos doentes da nossa família, devem ser levados à clínica… se todos vós que sois bons empregardes esforços para salvar o ramo infrutífero que é o colega, ganharemos mais uvas para o lagar da casa. Quer dizer, precisamos de criar mentalidade universitária, rejeitando decisivamente o mercantilismo.
A instrução, a escola e a formação em geral são importantíssimas. Fechem as escolas. Vereis as cadeias engarrafadas e o policiamento precisará de ter policiamento! A escola, depois da família e da Igreja, é lugar mais importante de socialização e de construção do homem e do humano. A escola é uma legítima extensão da família. E casos há em que a escola não prolonga a família, mas substitui-a naquilo que esta é omissa. Por isso, os estudantes mais irrequietos devem ser tratados com indulgência e compreensão pelos colegas e pelos professores. Quem sabe se não seremos nós a única família formativa que ele tem?
Aniversário…São cinco anos de vida. Um passado curto, mas rico. Montanhas de futuros por galgar. Piagetinos, o futuro não se herda, cria-se. Criar é tirar do nada, é sonhar cruzar horizontes nunca andados. Se, em cinco anos, das poeiras do Bairro da Graça o génio de Oliveira Cruz fez nascer uma obra tão imponente, o que será de nós nos próximos dez anos?! Mas é Deus que dispõe. O homem apenas propõe. Sejamos dóceis a suas inspirações e que Ele nos abençoe!
Benguela, 10 de Maio de 2009
Pe. Tchimboto, PhD
terça-feira, 5 de maio de 2009
segunda-feira, 4 de maio de 2009
5ª Aniversário da UniPiaget Benguela
A juventude e a literatura: Um caso a pensar (Parte I)
A LITERATURA COMO INSTRUMENTO DE AFIRMAÇÃO DOS JOVENS ANGOLANOS
Martinho Bangula[1]
“À figura do dever, seja ele de essência teológica ou resultante do culto laico da abnegação, a nossa época opõe uma cultura hedonista-utilitarista do «cada um por si». Devemos lamenta-lo?
Seguramente que não. O nosso mundo, onde o individuo não parece ter outro horizonte que ele próprio, tem menos necessidade de cruzadas virtuosas que uma ética da responsabilidade. Mais modesta, esta privilegia lógicas dialogadas e não contraditarias, pragmáticas e não encantatórias. Em resumo um compromisso sábio entre o possível e o ideal”
Gilles Lipovetsky – Filosofo e sociólogo.
Não há dúvidas que vivemos numa sociedade em busca de valores. Neste sentido, o pensamento de Gilles autor de Le crépuscule du devoir e de L´Empire de l´éphémère, ilustra bem este cenário. Um cenário de perda e desestruturação funcional quase generalizada.
A sociedade em que vivemos há muito deixou de seguir os ditames da agregação humana e se propõe a cada dia criar novos cânones para a humanidade, fazendo do passado arqui-inimigo do progresso. Aqui começa a minha reflexão sobre o assunto: os jovens e a literatura. Certamente o que mais interessa, aos presentes neste encontro, é saber se a juventude lê ou não e porque? Eu colocaria a questão noutros termos:
1. Quem são os jovens de hoje?
2. O que a literatura
3. Qual é o sua posição no contexto das sua congéneres?
4. O que faz a sociedade pelo jovens?
Estas são, na minha opinião, as premissas para compreendermos o fenómeno: juventude e o interesse pela literatura.
Assim, muito brevemente me discorro sobre estas quatro premissas:
- Quem são os jovens de hoje? Como estudante de sociologia afirmo: são um grupo etário que compreende a faixa dos 18 aos 35/35 anos. São sujeitos, na sua maioria, sem empregos, acesso à formação de qualidade, provêem de lares desagregados e são vítimas da rotulagem e estereótipos sociais, etc.
- O que a literatura? No sentido em que abordamos aqui, ela é uma forma de expressão artística, que consiste na manifestação de sentimentos, atitudes, narração ou descrição de acontecimentos.
- Qual é a sua posição no contexto das suas congéneres? A literatura, diferente de outras manifestações artísticas, desde os seus primórdios que constitui apanágio de poucos. A música, a dança, o teatro a outras mais artes, sempre tiveram mais paralisantes e consumidores que a literatura, devido ao carácter erudito que as sociedades teimam em lhe emprestar. Para se fazer literatura é preciso em primeira instância saber escrever e possuir certa imaginação. Mas para consumir basta saber ler. Não é necessário ter imaginação ou ser erudito para se ler, pelo contrário, a leitura é que torna o indivíduo criativo e erudito. Portanto é um erro da humanidade ter “elitizado” esta arte. Diante deste quadro devemos considerar os entraves seguintes: O preconceito histórico e a desestruturação da escola e outras instituições de socialização.
No primeiro caso o que sucede é que os indivíduos não se sentem impelidos a ler porque sabem que não é apanágio de todos e a sociedade não os motivas porque consentiu somente alguns podem. Isto é errado. Pois o escritor peruano Mário Vargas já afirmara que “ a literatura, por sua vez, foi e, enquanto existir, continuará sendo um denominador comum da experiência humana”.
[1] Martinho Bangula estuda sociologia na Universidade Jean Piaget, ensina generalidades na escola pública desde 2003. Exerce jornalismo radiofónico e mantém um blog sobre academia, ciência e cultura na internet. É comentarista sobre T.I e Cultura contemporânea. É secretário provincial da B.J.L.A. Como escritor publicou em 2008 “Sexorcismo – poesia para purificação”.
O a e i o u que nunca aprendestes
A letra - A
Aka! noivou!um jurista noivou recentemente, algures na província de Benguela, valeu mano. Está a caminho de se realizar um acto solene e público, juízo mano. Na véspera desse acto a notícia espalhou-se e uma dama ficou doente, foi coincidência ou a notícia caiu-lhe muito mal? Se for a noticia aconselhou-a a ouvir a música de Anselmo ralph há quem queira. Coragem mana.
A letra - E
Engraçado! Engraçado é o que aconteceu com um colega, chegou atrasado no ultimo tempo vindo do “salo”o prof…deixou-o entrar, mal sentou e o seu maldito telélé toca . O prof… pediu p´ra sair e o madié bazou.É como se diz tanto esforço para nada.
A letra - I
Ingresso. Ingresso de novos estudantes no Piaget 2009,é uma mais-valia para o país. Meus manos e minhas manas sentam-se a vontade e boas notas.
A letra - O
Ouvir! Ouvir o disco mentalidade de afroman o “yannick”é conhecer um pouco da realidade do pais. É uma maneira sui generis de cantar o que nos toca a todos. Há mudança? ou isto continua a ser Angola?
A letra – U
Uma dica. Uma dica “malaike”, infelizmente ainda há colegas que se irritam ou criam mau ambiente quando alguém pergunta ou dá subsídios as aulas, pensam que ser estudante universitário é ouvir, escrever, e calar sempre, Como cantou o outro “caras deles tipo nada”. Esquecem que é dentro da sala que se eliminam as “anomalias”. Portanto estejam mais um pouco preocupados com a ciência.
Meus manos e minhas manas, é sempre assim …
“O poeta que não é poeta”
quarta-feira, 29 de abril de 2009
MAIO MÊS DA CIDADE,
MÊS DA UNIVERSIDADE
ESTAMOS EM DUPLA FESTA!
POR OCASIÃO DO SEU 5º ANIVERSÁRIO, A ASSINALAR-SE NO DIA 10 DE MAIO, A DIRECÇÃO DA UNIPIAGET – BENGUELA AGRADECE À TODOS OS SEUS TRABALHADORES, ESTUDANTES E AMIGOS PELO APOIO QUE SEMPRE PRESTARAM À INSTITUIÇÃO.
APROVEITA O ENSEJO PARA REITERAR O SEU FIRME COMPROMISSO DE CONTINUAR A PARTICIPAR DO DESENVOLVIMENTO DE ANGOLA, FORMANDO O NOVO HOMEM.
UNIVERSIDADE JEAN PIAGET – PÓLO DE BENGUELA
5 ANOS DE EXISTÊNCIA
DANDO CORPO AOS SEUS SONHOS…
PROJECTANDO O SEU FUTURO