segunda-feira, 6 de julho de 2009
Camponeses do Bocoio apostam na agricultura moderna e extensiva
segunda-feira, 8 de junho de 2009
Fruto da minha estéril imaginação
O caçador de Fantasmas
Diziam que a casa era assombrada. Há muito tempo que ninguém mais põe lá os pés. Desde 1846 as quando foi achado morto, três dias depois, um rico fazendeiro que as autoridades decidiram fechar a casa. Existem pessoas que afirmam haver, ainda hoje , actividades paranormais nos quartos da casa. A meia-noite ouvem-se ruídos horríveis. A maior parte das pessoas que viveu la, morreu enforcada ou queimada com corda ou fogo de origem desconhecidas.
Anos depois, um empresário comprou a casa. Uma autentica herdade no centro do planalto. O engenheiro Jermin Iliis natural de carolina do nortel, estados unidos da América tinha projectos muito ambiciosos para a sua nova aquisição. Porém, aol longo das obras de restauro eventos muito estranhos aconteciam. Os operários eram mutilados pelas maquinas que usam. Um serralheiro cortou as suas próprias pernas com uma serra eléctrica quando tentava consertar o corrimão das escadas. A mesma escada onde em 1846 foi achado morto o rico fazendeiro. Outros eventos como visão de vultos e seguido de cegueira eram igualmente constantes. Cinco construtoras ao todo passaram por lá. Todas desistiram com receio de perderem as almas dos seus operários para os fantasmas da casa assombrada. Farto da situação, o americano decidiu contratar com um famoso caçador de fantasmas de reputação internacional, que veio directamente de Detroit, EUA. Do seu invejável curriculum lia-se, entre outras coisas, “possui conhecimentos avançados sobre tarot, curos avanço de guru, praticante de magia negra africana, e tem experiência em exorcismo e ciências ocultas”. Nenhuma menção de grau académico ou escola por onde tenha passado. Era sem dúvida uma auto didacta. Alias, existem escolas para caçado de fantasmas?
Desembarcou
sexta-feira, 5 de junho de 2009
Precisamos ter fé
O mundo ainda pode ser melhor
Não é preciso ser agnóstico,pessimista ou fundamentalista, para ver que o mundo está cada vez mais perdido. O homem anda cada vez mais longe de cumprir com os mandamentos da criação e dos seus desígnios antropológicos.
É fácil termos uma ideia disso, quando olhamos para os laudos da história da humanidade e vemos que, a adornarem as tristes lembranças, estão o nazismo, a escravatura e a inquisição religiosa, só para citar alguns exemplos. Actualmente, na dita pós modernidade, as drogas, a prostituição, a corrupção agressão ao meio ambiente e o contínuo desrespeito pelos direitos humanos disputam entre si, qual irá dar o último tiro à humanidade.
A religião no meu ver anda desgastada pelo contexto, precisa repensar algumas das suas formas de actuação. Os governos precisam trabalhar mais com o seus cidadãos e pautarem por gerir de modo mais transparente. Os empresários, artistas e outros empreendedores devem para lucrar a custo da dor alheia (que também é deles, afinal).
Necessário e urgente é transformar consciências. Não devemos nos calar diante de calamidades humanas. A pobreza, as doenças e as práticas anti-sociais são evitáveis. Vamos fazer algum esforço mais em prol do nosso habitat comum e dos nossos semelhantes.
Acredite !
O mundo ainda pode ser melhor
Martinho Bangula Editor blogueiroquarta-feira, 3 de junho de 2009
TAÇA OLIVEIRA CRUZ 2009 JÁ TEM DONO
Iniciado a 10 de Maio do corrente ano, no âmbito das festividades do 5º aniversário da UniPiaget – Pólo de Benguela o torneio tive seis equipas (selecções de cursos) inscritas. Direito, C.Civil, Economia, Electromecânica, informática e Secretaria. A selecção do curso de direito mostrou desde o início uma grande superioridade. Na final, não defraudou quem para ele positivamente vaticinou. Derrotou a selecção da secretaria por 4 bolas a 12, sagrando-se a campeã do torneio de Futebol de salão taça António Oliveira Cruz.
Para além da equipa campeã, foram distinguidos o segundo classificado, os melhores marcador e guarda-redes. A selecção da secretaria, segunda qualificada, arrebatou ainda, pelo pé de Franklin o título de melhor marcador com 15 tentos apontados. O melhor “gato” foi para a selecção de economia.
O torneio de futsal Taça Oliveira Cruz, é uma iniciativa da UniPiaget – Pólo de Benguela que dentre outro objectivos visa homenagear o fundador do instituto Piaget, promover a saúde por via do desporto e ocupar os tempos livres dos estudantes.
Há previsões de se evoluir para um torneio inter-universidades e de se criarem selecções de basquete em ambos os sexos.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
UniPiaget - soma e segue...
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Bangula e amigos brilham no show de poesia e trova
resentam, disse, «um impulso para nós que estamos a entrar no mundo da poesia».
Como músico, o rasta Agostinho Sanjambela esteve no melhor da sua inspiração. Foram dele a guitarra e os coros que deram alma aos declamadores, entre eles o showman Fridolim Kamolakamwe. Como co-organizador, Sanjambela confessa: «Foi uma cena fora de série porque, praticamente, trova e poesia é uma coisa que deixamos de fazer há muito tempo. Queremos reactivar isso como um renascimento».
Satisfeita saiu também Margarida Máquina, a trovadora que surpreendeu pela positiva o público, ao ponto de ser apelidada num ciclo restrito por Lauren Hill por causa dos dreadlocks. A actividade foi «muito boa! Incentiva, dá mais vontade de aparecer e continuar».
Soube o Blog Angodebates que o evento teve colaborações do Conselho Provincial da Juventude, do Centro de Cultura e Línguas (ONG Leigos para o Desenvolvimento), da Universidade Piaget, bem como dos órgãos de comunicação social locais. Bangula no entanto acrescenta: «E dos meus amigos que vieram aqui cantar, declamar a custo zero».
Laudos da memória
O RIO QUE HÁ EM TI
Nada está destinado. O Futuro não está escrito. Acredite nisso com todas as suas forças. Acredite que há um rio caudaloso que corre dentro de si. Este rio vem de muito longe e, ultrapassa-te de na sua majestosa forma, porém este é o centro das tuas forças. Nunca sabereis pois, qual é a origem deste rio, ou das forças que teimam em nos manter em pé. Todo o deves crer e que; o rio flúi. Nele outros rios flúem. Não deixe morrer este rio que flúi dentro de ti – este é o rio da vida, o rio da tua vida.
De várias cores e formas, suas águas dão-nos as forças de que precisamos para suster o fôlego da vida. Em cada turbilhão que se forma ao lançarmos uma partícula minúscula sólida sobre seu leito, podemos folhear um espectáculo de cores, a que se chama agualusa. Em cada um daqueles traços coloridos, existem impregnados vários sonhos a espera do momento da sua realização. E você e que os deve transportar para o plano da realidade. É preciso que te fortaleças constantemente, a medida dos desgastes. Ache em cada carga negativa de poluente lançando na atmosfera, um punhado de protões no sangue da imensa amazónia.
Não importa se você vive rodeado de barbaridades. O teu rio não é culpado e, certamente não justo negar a passagem para o plano real, a estes lindos traços coloridos que te encantam a vista, os teus sonhos. Eu também já fui incrédulo. Juro. Mas, hoje, sei que as coisas se processam, assim mesmo.
Trate-me por Lazaro. Sou guarda destas florestas há anos. No princípio não havia tudo isto; máquinas arrastando troncos, serras cortando troncos, homens vendendo troncos. Antes não haviam tantos troncos, haviam sim, árvores e, isto era uma floresta e, não um campo em desmatação e, eu era um guarda florestal e, não um guarda de estaleiro em destruição.
Há alguns anos atrás decide que me chamaria Lazaro. Este não o meu nome próprio. Mas, sempre quis que fosse – agora já é.
Sempre que posso, quando por escassos minutos, não há serras cortando tronos, nem máquinas arrastando troncos, deixou-me assaltar por essas ideia de paz. Imagino que estou nesse lugar com você. Recrio a tua presença. Sinto-te ainda, agarrada no meu tronco., como galho firme e dás confiança. Isto é tudo o que mentalizei, ao longo de todos estes anos de desterro, nesta floresta em desmatação. Mentalizei tanto isto, que hoje não há outra realidade mais real, nem presença mais corpórea que essa ilusão imaginativa de possuir-te, mesmo que na distância, também por isso, ainda te amo com mesma intensidade de sempre.
Sempre te amei e, nunca escondi este sentimento de ti e de ninguém, excepto de mim mesmo. A miopia desta devastação deixam nublado o céu por onde me convidas a voar. Tenho Medo. Não me sinto capaz de alcançar o infinito, o infinito real. Creio que, talvez, se não geminássemos de sementes tão distintas, teríamos os mesmos olhos para alancar o além infinito e as mesmas asas para o eterno regresso.
O meu nome próprio é Osvaldo Inácio. Mas, como já disse; quero que me tratam por Lazaro. É nome de um personagem bíblico que muito admirei na minha infância. Afeiçoei-me pelo nome, não sei porque, nunca quis saber. Não costumo, ao contraria da maioria das pessoas, buscar razões especiais, para questões especiais. Para mim, tudo é como o amor. Ama-se porque ama-se. Não há razões especiais para se amar alguém ou, melhor não há razão nenhuma para se amar. Assim como as orquídeas exibem a sua beleza a qualquer um destas operários que passa nesta floresta, independentemente de ele, ser que a vai destruir, e as lianas se agarram fraternas a estas velhas arvores que insistem em viver solitárias, sem nenhuma razão especial. No princípio andei equivocado. Pensei que amava esta paisagem pela sua beleza e ingenuidade, porém, hoje sei que não é por isso. Nem por aquilo também. Apenas as amo. Amo-as assim como respiro. Involuntariamente. Não certo pensar que respiramos para viver, não há nenhuma razão especial para realizarmos esta actividade vital a nossa existência.