terça-feira, 22 de setembro de 2009

É PRECISO EMPREENDER

CONCORRÊNCIA: Uma análise que pode salvar empresas.

Camila Fabiane Arruda

Prof. Helga Pedroso

Universidade Norte do Paraná – UNOPAR

10/05/2006

RESUMO

O trabalho tem como objetivo realizar um estudo sobre a importância da análise dos concorrentes da empresa. Mostra de forma simples a que as empresas devem se atentar nos dias atuais, como elas podem identificar estratégias, objetivos, forças, fraquezas, os padrões de reação dos seus concorrentes, e ver como as tecnologias atuais podem ajudar no desenvolvimento do produto.

Palavra-chave: Concorrência; Visão Mercadológica; Tecnologia.

1. Introdução

Para preparar uma estratégia de marketing eficaz, uma empresa deve estudar seus concorrentes, bem como seus consumidores atuais e potenciais. As empresas precisam identificar estratégias, objetivos, forças, fraquezas, e os padrões de reação dos seus concorrentes, também analisar de que forma podem utilizar as tecnologias atuais no desenvolvimento de seu produto.

Os administradores devem estar preparados para receber informações atualizadas sobre seus concorrentes, as forças e fraquezas dessas empresas, e também analisar os consumidores, ver suas necessidades, seus gostos, e também ter uma equipe bem preparada para formular estratégias de como reagir a esse mercado.

E é baseado no mudo atual, onde grandes engolem pequenos, empresas nascem em um dia e se não forem bem preparadas para o mercado, não terem bons profissionais, e não fazerem uma analise correta de seus consumidores e concorrentes, elas morrem já no outro, baseado nisso, nessa realidade, que todas as empresas devem fazer uma analise dos vários tipos de concorrência e de concorrentes.

2. Concorrência

Concorrência é a disputa entre produtores de um mesmo bem ou serviço com vistas a angariar a maior parcela do mercado possível. As principais variáveis que orientam o jogo mercadológico da concorrência são o preço, a qualidade do produto, a disponibilidade nos pontos de venda e a imagem de que o produto goza junto aos consumidores. Assim, as atividades que dizem respeito diretamente à imagem do produto, como a publicidade e a programação visual, são tão estratégicas quanto a distribuição e o preço.

A noção de concorrência pressupõe a existência de grande número de produtores atuando livremente no mercado de um mesmo bem ou serviço, de modo que tanto a oferta quanto a procura se originem em condições de razoável eqüidade, sem influência ilegítima principalmente sobre o preço do produto.

A análise da concorrência no mercado atual é muito importante, pois ali é onde se conquista muitos clientes. Pegando falhas de algumas empresas para reforças seus produtos no mercado.

Se você conhece o seu inimigo tão bem como a si mesmo, você não precisa temer o resultado de cem batalhas. Se você conhece a si mesmo, mas não conhece o seu inimigo, para cada vitória conseguida você sofrera uma derrota. Se você não conhece o inimigo nem a si mesmo, você sucumbira em todas as batalhas. (Sun Tzu; 1981 apud Hooley, Saunders; 1996, p. 163)

Sem o conhecimento de pontos fracos e fortes dos concorrentes e suas ações é impossível formular uma estratégia, pois não sabemos por onde começar. É necessário que se faça uma análise do concorrente, quais as melhores qualidades dos seus produtos, quais as necessidades dos clientes, onde o concorrente deixa a desejar, para que se possam formular estratégias e ganhar mais mercado.

Em médio prazo, a analise da concorrência deve apenas se concentrar em empresas de mesmo grupo estratégico, ou seja, a Coca-Cola, ao fazer uma analise da concorrência em médio prazo, deve apenas fazer analises em empresas de refrigerante. Já em longo prazo, é arriscado fazer uma analise tão restrita. É necessário identificar também se outras empresas de um ramo diferente não identificam uma oportunidade de entrada no mercado, pois embora as barreiras de entrada em um novo mercado sejam bastante altas, se a empresa interessada apresentar grandes lucros ou um potencial de crescimento superior ao resto do mercado, provavelmente ela atrairá novos participantes.

2.2 Tipos de Concorrência

Segundo Kotler (1998, p. 209) pode-se distinguir quatro níveis de concorrência:

a. De Marca

b. Industrial

c. De Forma

d. Genérica

O autor caracteriza as concorrências da seguinte forma:

A Concorrência de Marca ocorre quando uma empresa vê seus concorrentes como outras empresas que oferecem produtos e serviços similares aos mesmos consumidores a preços também similares. Ex: a Fiat com o Palio, e a Chevrolet com o Corsa, são empresas que fabricam carros populares, com preços similares, a clientes similares, mas não são concorrentes por exemplo a Ferrari com a Fiat, apesar de venderem o mesmo produto, carros, não são concorrentes pois os preços não são similares, nem os clientes.

A Concorrência Industrial ocorre quando uma empresa vê seus concorrentes como todas as empresas que fabricam o mesmo produto ou classe de produtos. Nesse caso a Fiat se veria concorrendo com todos os outros fabricantes de automóveis.

A Concorrência de Forma ocorre quando uma empresa vê seus concorrentes como todas as empresas que fabricam produtos que prestam o mesmo serviço. Nesse caso a Fiat não se veria mais como concorrente apenas de outras empresas de automóveis, mas também de motocicletas, bicicletas, caminhões.

E por fim a Concorrência Genérica que ocorre quando uma empresa vê seus concorrentes como todas as empresas que concorrem pelos mesmos dólares do consumidor, ou seja, por tudo que ele pode gastar como grandes bens de consumo duráveis, novas residências, entre outras.

Numa época em que as novidades são copiadas rapidamente pela concorrência, devemos ficar atentos às necessidades dos consumidores, pois são eles que determinam o mercado. As marcas hoje em dia são muito valorizadas e também sua personalidade. Elas são capazes de identificar-se com o consumidor, e fazerem se tornar familiar. Um exemplo disso é a Coca-Cola, que nos passa uma imagem de diversão, os elementos utilizados nas propagandas nos passa uma percepção de alegria nos momentos em que se utiliza o produto. Já a marca de cigarros Malboro, utiliza um caubói, que nos passa uma sensação de tranqüilidade, e também de robustez, força, masculinidade aos consumidores que utilizarem o produto.

Mas é no confronto entre as marcas de mesma categoria que os aspectos valorizados pelo consumidor mais sobressaem, que eles mais se identificam. Um exemplo é a Coca-Cola e a Pepsi, são produtos de mesma natureza, mesma categoria, mas com “fama” diferente, ambos são ótimos produtos, mas o planejamento estratégico é diferente, a Pepsi faz muitas analises da concorrência obviamente, e lançaram produtos com diferencial, como a Pepsi Twist, “a Pepsi com toque de limão”, que fez com que a marca se sobressaísse.

Outro tipo de estratégia utilizada pelas grandes empresas para fazerem propaganda de seus produtos é um tipo de propaganda camuflada. Aquela em que no meio de uma novela, ou de um filme o artista faz a propaganda do produto. Propagandas de carros, de produtos de beleza, perfumes, são muito utilizadas atualmente. A novela América que foi exibida na Rede Globo é um grande exemplo, pois foram feitas propagandas de várias marcas de botas, chapéus e até de touro reprodutor premiado.

Para atingir diferentes tipos de consumidores, e assustadas com o crescimento de pequenas e médias empresas, que ocupam uma grande fatia do mercado, marcas de produtos famosos reduzem o tamanho de seus produtos, reduzindo assim também os preços, para que pessoas de baixa renda possam consumir seus produtos. A estratégia é simplesmente trocar margem de lucros mais altos por participação no mercado. Um exemplo é o Danoninho, da Danone, que possuía apenas a embalagem tradicional com oito unidades, e lançou no mercado a nova versão com duas unidades, também a Coca-Cola com a embalagem de vidro com 200ml, como a embalagem é retornável, o consumidor paga apenas pelo conteúdo.

3. Reação dos concorrentes

É necessário que se conheça as idéias de determinados concorrentes para se ter a esperança de antecipar suas prováveis ações ou reações. A maioria dos concorrentes segundo Kotler (1998, p.216) classificam-se em:

a. Cautelosos

b. Seletivos

c. Arrojados

d. Imprevisível

Os concorrentes cautelosos são aqueles que não reagem rápido ou fortemente a determinado movimento de uma empresa. As razões para uma falta de ataque a movimentos competitivos variam. Os concorrentes cautelosos podem ser lentos em perceber qualquer movimento da concorrência, ou também podem não ter recursos financeiros para reagir, podem também estar bolando uma nova estratégia, entre outras várias possibilidades.

Os concorrentes seletivos são aqueles que reagem apenas a certos tipos de ataques, e não a outros. Podem reagir as reduções de preços, mas não a aumentos com gastos em propagandas. Saber como um concorrente reage pode dar a seus rivais uma indicação sobre suas linhas de ataques variáveis.

O concorrente arrojado é aquele que reage rápido e fortemente a qualquer iniciativa em seu território, esse tipo de concorrente esta sempre sinalizando que seria melhor que a outra empresa não atacasse, pois, lutara até o fim para se defender.

E por fim os concorrentes imprevisíveis, que são aqueles que não demonstram um padrão de reação previsível, tal concorrente pode ou não reagir a qualquer ataque da concorrência, não há maneira de prever o que fará.

4. Escopo competitivo

A organização torna-se mais competitiva à medida que ela consegue focar melhor o seu negócio. Para Porter apud Cobra (1991, p.48), a obtenção de vantagens competitivas depende da adequada focalização e dimensionamento dos negócios por escopo de seguimento, por escopo geográfico, por escopo setorial e por grau de integração.

O escopo de segmentação de mercado significa a focalização de negócio a cada segmento de mercado em que a empresa atua, com ênfase nos seguimentos mais significativos para a empresa em relação à concorrência. A Coca-Cola, por exemplo, foi pioneira com a embalagem descartável e, enquanto conseguiu manter-se isolada nesse segmento, conseguiu grande vantagem competitiva.

O escopo geográfico define as áreas principais nas quais a empresa deve concentrar o forte de sua atuação e nas quais deverá estar apta a atuar com vantagens em relação à concorrência. A Batavo, no Paraná, manteve durante anos vantagens em relação à concorrência em laticínios em suas respectivas áreas geográficas.

O escopo de atuação setorial permite a uma organização ter uma perfeita identificação com o ramo dos negócios em que ela atua. A Bauducco e a Visconti, por exemplo, são sinônimos de panetone. Portanto, a focalização de um setor permite que uma empresa obtenha vantagens decorrentes do seu elevado grau de especialização.

O grau de integração que uma empresa possa obter na sua atuação por certo poderá lhe render dividendos na confrontação com a concorrência. As indústrias do grupo Votorantim, por exemplo, possuem alguns graus de interação em alguns setores em que atuam, como no cimento, em tecidos, no alumínio, etc., de forma a conseguirem vantagens interessantes em relação aos concorrentes menos integrados.

5. Tecnologia

Segundo Cobra (1991, p.50) a tecnologia é uma das maneiras pelas quais uma empresa consegue construir barreiras à entrada em seu negocio. A microinformática, a eletrônica, a telecomunicação, entre outras atividades ditas de ponta dependem em larga escala do acesso a tecnologia de ponta e da aplicação de recursos à pesquisa tecnológica.

Com a obsolescência rápida, produtos de hoje podem tornar-se produtos de ontem e a empresa torna-se vulnerável a essas transformações. Por essa razão a tecnologia é tão importante do ponto de vista estratégico.

Portanto a escolha de tecnologia é fundamental para o desenvolvimento de uma nação, pois, através de uma escolha bem feita, se pode obter não só vantagens competitivas, como também conquistar lideranças de mercado ou lideranças tecnológicas.

A evolução da tecnologia é constante e sua difusão também é acelerada, mas o retorno financeiro da adoção de inovações nem sempre é tão rápido quanto o esperado, além da eficácia de uma tecnologia ter seus limites, hoje em dia copiar produtos da concorrência também faz parte do jogo dos negócios.

Existe até um termo específico para definir a prática de estudar e adaptar os melhores processos de produção existentes, chamado benchmarking. Para os consumidores em geral, as copias trazem benefícios, pois significam mais ofertas que normalmente elevam o padrão do produto ou serviço e diminuem seu preço. Para as empresas, no entanto, trata-se de uma complicação, pois o lançamento de similares corrói a lucratividade que se espera obter dos investimentos em inovação e tecnologia, e as vantagens tendem a diminuir.

6. Conclusão

Podemos perceber a importância da analise da concorrência para as empresas, pois, se bem aplicada pode servir como uma grande ferramenta de ataque ou de defesa, tornando a empresa mais competitiva.

Atualmente os produtos se tornam obsoletos com muita rapidez, utilizar a tecnologia de forma que ela venha favorecer a empresa, tanto na redução de custos, como na elaboração de um produto diferenciado, é uma maneira inteligente de se diferenciar de seus concorrentes. Ter uma visão de mercado, conhecer tanto os concorrentes como os consumidores são pontos fundamentais para se diferenciar da concorrência. É preciso que o gestor utilize todas as informações que possui a seu favor, de forma que o mercado procure seus produtos por um diferencial.

7. Referências

COBRA, Marcos. Administração Estratégica do Mercado. São Paulo: Atlas, 1991.

HOOLEY, Graham J., SAUNDERS, John. Posicionamento Competitivo. São Paulo: Makron Books, 1996.

KOTLER, Philip. Administração de Marketing. 5. Ed. São Paulo: Atlas, 1998.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

UM POEMA P’RA BENGUELA,

A MINHA CIDADE

Jaime Azulay*

Nunca escondi o temor que nutro pelos críticos das literaturas, mas mesmo assim arriscaria escrevinhar um poemazinho p’ra minha cidade. Um poema-calema embrulhado nas crónicas côr-de-mar de João Eugénio, adocicado pela poesia-gajaja de vavó Olímpia, colhida no Sol Ardente de “Góia”. Benguela merece um poema vestido com os trajes bonitos da sua inconfundível beleza. Nossos poetas partiram cedo, para a grande viagem sem regresso. Alda Lara, Raul David, Nuno de Menezes, Aires de Almeida Santos, Ernesto Lara.Quantos mais? Do kalundo sempiterno vigiam a sua cidade-menina. Os poetas nunca morrem! Desçam da Camunda, agora que o NOVO DIA está a nascer! Venham ver a cidade lutando para transformar sonhos antigos em realidade-presente. Ninguém mais tem medo agora. O sombreiro afinal não é um vulcão sinistro com larvas incandescentes em gestação. É a cama do Sol da Esperança Prometida.

Que tem de mal um poema assim? Que se danem os que lhe acharem defeitos sem fim. Cassoco, Benfica, Capiandalo, Camunda, Kasseque, Massangarala. Bairros pobres, humildes/gente trabalhando/vivendo ou morrendo/ numa esteira de capim a servir de cama/encardida e desfeita/ dentro de cubatas com paredes de adobe.

A minha cidade é a mais linda do Mundo porque é a minha cidade. Os bairros da velha “Ombaka” preenchem os versos vestidos de folhos e buganvílias vermelhas trazidos no regaço de Alda Lara. Tem gente que sabe tudo/Mãe negra não sabe nada/ai de quem sabe tudo”.

Não seria um poema-cobaia para ser dissecado na mesa de autópsia dos super-escribas, entre arrotos de Whisky escocês e espirais de fumo havano. Talvez até seja pretensão chamar-lhe poema, mas vejo-o surfar a crista das calemas transbordantes de Março. Aprendizes de poeta escreverão poemas fraternos nas noites que nunca acabam. E eu escreverei o meu. Deixem-me esfolar os joelhos nos degraus da ingenuidade provinciana do meu poema. O meu sonho é voar nas asas serenas da meninice inocente. Será apenas um poema p’ra minha cidade. Um poema feito Arca de Noé, para o amor encher todos os porões e transbordar para o mar azul. Virão as ondas do mar espalhar o amor no rendilhado cálido da praia morena, com mil crianças a brincar ao sol, num chilreio doido de satisfação e sem medo dos tubarões.

Benguela, a nossa/minha cidade merece um poema assim. Um poema despido de inquietações, os sobressaltos a apodrecer nas prateleiras aboletadas de todas as promessas vazias que Mamã Chica guardou com o azedo de outras kissânguas.

Certamente um poema escrito à tardinha, o sol a tombar para além do sombreiro. Sentiremos os pulmões insuflados com o feitiço do entardecer na nossa cidade. Os nossos corações palpitarão com o canto dos catuituis nas acácias-rubras. Em cada galho florescerão mil pétalas de fraternidade.

*Estudante do Curso de Direito

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

CRÓNICAS DO NOSSO MUNDO

PIM, A LIÇÃO QUE VEIO DO FRIO

Por:

JAIME AZULAY*

Esta é uma daquelas histórias deliciosas que toda a gente gosta de ouvir contar. E aconteceu mesmo, não é ficção. Um simpático bebé-pinguim, vindo provavelmente das águas geladas do Sul, deu à costa nas praias de Benguela. A curiosidade foi geral, as pessoas nunca tinham visto nada parecido. As crianças rapidamente baptizaram-no de "Pim" e escolheram-no como companheiro para as brincadeiras.

Afinal, como o “Pim” conseguira chegar até aí? Contaram que os pescadores o tinham capturado durante uma noite sem luar, enquanto lançavam as suas redes na enseada do morro do sombreiro. Na escuridão tomaram-no por um pato de água. E, como pato foi vendido à uma mamã-peixeira pela soma de 500 Kuanzas. A vendedeira meteu-o no cesto que levava à cabeça e seguiu para o pregão habitual pela cidade: “olha pexe, olha pexe, hoji tem pato tambééé! o dono de uma explanada à beira-mar, sr Adalberto, nunca tinha visto peixe e pato misturados numa única cesta. Resolveu indagar do que se tratatava. Ajudou a baixar o cesto, quando ouviu a peixeira gritar:- “Aiué mano, essi pato está mi comer o mó pexe”! – “Ó mana, isso não é pato”, retorquiu o Adalberto. Retiraram o bicho da cesta. Estava envolto em areia, algas e barro, mas de pronto se concluiu que pato aquele bicho não era. Uma lavagem com água, resolveu a questão da identidade: era um pinguim elegante, com o seu tradicional fraque preto e branco.Toca a baptizá-lo no meio da algazarra das crianças e o olhar curioso dos adultos. Ficou mesmo "Pim". Assim passou a ser tratado. No restaurante construiram um tanque para o pinguim. Passou a ser a atracção e teve honras de reportagens na tpa. Com os holofotes apareceram os “experts.” Uma anciã relatou o caso de 2 pinguins que deram à costa aqui, há mais de 40 anos. Ela revelou que, por indicação de um estudioso da época, os dois animais foram metidos numa arca frigorífica por causa do calor e acabaram por morrer…de frio.

A ciência afirma ser raro encontrar pinguins em latitudes tropicais, com excepção dos Gálapagos, por onde passa a corrente fria de Humboldt, vinda do Antártico. A costa ocidental sul-africana poderia ser o origem do "Pim", arrastado em grupo pela Corrente Fria de Benguela, durante uma perseguição à cardumes de peixe. Um encontro com focas ou outro predador, poderia ter dispersado o grupo e esse pinguim ficado perdido. É o chamado "Pinguim Burro", que emite um som parecido com o zurrar do jerico. Têm o nome científico de "Spheniscus Demersus". Havia ainda hipótese do pinguim ter sido capturado nos mares do Sul, por um navio que, rumando posteriormente para Norte do Equador, preferiu antes jogá-lo ao mar. Afastadas as cogitações, o certo é que muita gente ia ao bar do Sr. Adalberto ver o Pim. As crianças tomavam refrigerante e os mais velhos ficavam nas mesas a beber cerveja. O “Pim” alimentava-se de peixe miúdo e era um comilão. Deglutia 2 quilos por dia, o equivalente ao seu próprio peso.

“Vem aí o calor, será que o pinguim sobreviverá?”, perguntavam os mais sensatos. Um ambientalista de ocasião vaticinou que a pouca idade favoreceria a adaptação. O Sr. Adalberto foi aconselhado a dar uns mergulhos de mar ao pinguim. O “Pim” passou a nadar no mar da praia morena. Incrivelmente, ele parecia resignado ao seu estatuto. O dono libertava, o pinguim nadava. Depois voltava e era levado para o tanque no bar. Passaram-se semanas, o animal estava domesticado, ninguém duvidava.

Um dia o Sr. Adalberto levou o “Pim” para o habitual mergulho. Nessa manhã o pinguim não voltou para as mãos de quem o considerava seu dono. Esperaram minutos, horas, em vão. O sol baixou por detrás do sombreiro e veio a noite. O mar ficou escuro na linha do horizonte,como se quisesse esconder o “Pim” dos holofotes humanos. Nas profundezas do oceano um ser reconquistara o valor sagrado da Liberdade.(FIM)

*Estudante do Curso de Direito

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Engº Mário Rui Marques Ferreira , responde à...

CAIXINHA DE OPINIÕES

A todos os Piagetinos desejo uma boa semana de trabalho com muita saúde.

Esta semana tivemos apenas 1 amigo anónimo que manifestou o seu seguinte pesar:

Para o bom desenvolvimento do País e da Universidade, é preciso que haja amor naquilo que nós desempenhamos.

É bom que a Universidade tenha aquele espírito de gastar e querer ganhar depois de gastar.

Não é realista ( alunos ) estudantes de construção civil frequentarem o curso sem laboratório. Não faz sentido. Amanhã vamos ter formado só no certificado

Não posso deixar passar a oportunidade sem manifestar o meu descontentamento pelo anonimato deste meu aluno(a), porque penso que é do meu curso, de Eng.ª Civil, e também acho que não me conhece bem. A ser assim, só poderia ser do 1º ano, porque os meus tropas falam comigo (olho no olho ) e sabem que são sempre ouvidos.

Será que acha mesmo que, o que estamos a fazer, não é com amor?

Se a resposta for positiva, lamento imenso, porque em minha opinião os grandes responsáveis são exactamente os alunos, pelas mais variadas razões, entre elas o facto de não estudarem tanto quanto e como deviam.

Pela parte que me toca, e se me conhecer bem, verá que o que faço é com e por amor, hipócrita seria dizer que não gosto e preciso do dinheiro. Mas para suportar o que muitas vezes tenho de engolir, lhe garanto que não haverá dinheiro que pague.

Será que acha mesmo que não estamos a trabalhar para o grande desenvolvimento de Angola?

A Nossa procura constante de bons profissionais, de melhores condições, de maior qualidade, maior rigor…

A Nossa preocupação de aumentar o número de cursos e com interesse actual, como por exemplo as três novas licenciaturas que pretendemos abrir no próximo ano lectivo de 2010 que são:

PETRÓLEOS – REFINAÇÃO

PORTUGUÊS E LINGUA NACIONAL (com opção das 3 línguas mais faladas no Nosso País)

ANALISES LABORATORIAIS

Não serão sinónimo que estamos preocupados com os interesses e desenvolvimento Nacionais?

Sobre a segunda questão que coloca. Como um técnico que quer seguir a área de construção civil, faz alguma ideia dos valores que estão investidos no Campus Universitário da Jean Piaget em Benguela?

De certeza absoluta que não, porque se soubesse não colocaria a questão.

Sobre a questão do laboratório. (porque só interessa aos futuros Engenheiros Civis)

Também como coordenador do curso de Engª Civil e Ordenamento do Território, não posso permitir que coloque a 3ª questão, não lhe vou responder, e peço que apareça mais nas aulas, nas reuniões, acima de tudo que esteja mais atento e participativo ( paga para isso ).

Bem-haja

Saudações Piagetinas

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

UNIPIAGET PÓLO DE BENGUELA, VENCE CAMPEONATO

A equipa de Futebol de salão da Universidade Jean Piaget venceu nesta sexta-feira 14 de Agosto o tão disputado torneio de FutSal em alusão a 8ª Assembleia Provincial de Balanço e Renovação de Mandatos da JMPLA de Benguela. Os jogos decorreram no sistema de todos-contra-todos. No final da quarta jornada foram os meninos da UniPiaget que hastearam a bandeira da vitoria. Força Universitários.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

Seguir e somar: Sempre a dialogar

CAIXINHA DE OPINIÕES

( SEMANA 19 A 25/7/09)

A todos os Piagetinos desejo uma boa semana de trabalho com muita saúde.

Esta semana tivemos 4 amigos que entenderam apresentar as suas opiniões e desses, 3 voltam a falar no assunto do número de caixas insuficientes na tesouraria para o atendimento dos alunos aquando do pagamento das propinas.

Como entendo que a resposta a esta questão já foi dada a semana passada, limito-me a pedir um pouco de paciência a todos, o assunto está em vias de resolução, aproveito ainda para relembrar que podem utilizar os bancos comerciais para a liquidação das mesmas ( ver respostas da semana passada ).

Um Piagetino manifestou o seu desagrado pelo facto de no dia 21 às 15h.28m, a tesouraria se encontrar encerrada e exige um pedido de desculpas pela parte da direcção pelo tempo perdido:

A direcção na minha pessoa, pede imensas desculpas a este amigo ( é pena que não se identifique, porque teria imenso prazer em fazê-lo pessoalmente ).

Aconteceu que nesse dia os trabalhadores solicitaram-me uma reunião de trabalho entre eles, ( como sabe segundo a legislação do Nosso País, as mesmas devem ser feitas durante o período laboral ), solicitei que aproveitassem a hora de almoço, só que a mesma se arrastou um pouco mais do que seria de esperar, essa a razão de estar fechada aquela hora, o que lamento. Mas foi muito azar seu, com 12 horas diárias de abertura dos serviços, durante 26 dias no mês.

Informo ainda o nosso aluno que na reunião atrás referida foram tratados entre outros, assuntos que dizem respeito à melhoria do funcionamento do sector a favor do atendimento dos alunos.

O aluno Lopes do 4º ano de Economia, faz alguns comentários muito interessantes, tais como:

1º - O Piaget tem de rever tudo… ( professores, serviços administrativos,… ), esperamos melhorias para dignificar a Nossa UNIPIAGET

Estamos a fazer tudo por isso, trabalhando, ouvindo e revendo de imediato o que nos parece mais prioritário ( degrau a degrau .

Quando diz que temos de rever tudo, esqueceu-se de um grupo de indivíduos que por sinal é o maior de todos e o mais complicado de resolver ( os Alunos ).

Convido-o a vir passar um dia comigo e verá os problemas que me são colocados diariamente, ou poderá ainda sondar os alunos que me procuram, e saberá quantos deles saíram do meu gabinete sem os seus assuntos resolvidos.

2º - O porquê das multas “aleatórias”, se nós não vamos fugir da Universidade sem os Certificados.

Companheiro Piagetino, muito admirado fico sabendo que um aluno finalista, faça este tipo de observação ( nem aos caloiros admito )demonstrando a falta de conhecimento dos regulamentos que regem a Instituição. ( quando estamos dentro de um jogo, temos obrigação de conhecer as regras do mesmo ), por isso aconselho-o a deslocar-se à Nossa biblioteca e ler os Regulamentos que lá se encontram à disposição de todos. Para a sua futura vida de economista é bom que os leia, eles irão servir de exemplo para os locais onde tiver de exercer as suas funções, porque toda a vida empresarial ou não, tem as suas Leis e estas são para se cumprir, não são de maneira nenhuma aleatórias, como diz.

Além disso no Piaget ninguém tem medo que você fuja, porque irá estar ligado a esta Instituição para o resto da vida, pois foi a família Piagetina que o formou.

Bem-haja

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

SE MODA PEGA EM ANGOLA !

Desempregados vendem teses de mestrado por 1500 euros

Há um novo negócio a evoluir silenciosamente. A actividade é, regra geral, liderada por jovens diplomados e desempregados, que se dedicam a fazer e vender trabalhos académicos, monografias, teses de mestrado e de doutoramento.
De acordo com uma reportagem publicada no site do “Expresso”, é a através da Internet que os contactos se estabelecem e o negócio evolui. Por um lado, não faltam anúncios de pessoas a oferecer os seus serviços para elaborar trabalhos que serão assinados por outrem. Por outro, lá se vão também encontrando anúncios de alunos desesperados, que não se importam de pagar para conseguir efectuar uma tese de final de curso, por exemplo.
Uma jovem recém-licenciada que apresenta o seu testemunho ao “Expresso” reconhece que uma tese de mestrado pode chegar a custar 1.500 euros, caso tenha que ser assegurado todo o processo de elaboração, que inclui a análise qualitativa do trabalho de campo (esse efectuado pelos alunos), às conclusões, passando até pela componente teórica de pesquisa.
A jovem diz que o negócio é rentável, mas já teve melhores dias, dado o facto de a concorrência estar a aumentar. A verdade é que há já quem profissionalize a actividade com microempresas especializadas na matéria.
O fenómeno é silencioso, mas gera alguma polémica no seio da comunidade académica, a qual poderá vir a ser estimulada com a tendência profissionalizante da actividade. Em França, não faz muito tempo que uma empresa criou um site onde se divulgava ajuda para a elaboração dos trabalhos de casa dos estudantes. O facto de a empresa divulgar os seus serviços sem qualquer pudor acabaria por colocar o assunto na ordem do dia e levar ao fim do site.

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