quinta-feira, 28 de maio de 2015
quarta-feira, 27 de maio de 2015
terça-feira, 26 de maio de 2015
quinta-feira, 21 de maio de 2015
segunda-feira, 18 de maio de 2015
COLÓQUIO INTERNACIONAL DE LÍNGUAS NACIONAIS
CONCLUSÕES
O Colóquio Internacional de Línguas Nacionais,
promovido pelo Instituto Jean Piaget de Benguela, no âmbito dos 40 anos de
Independência de Angola contou com a participação dos diferentes sectores da
sociedade Angolana – a comunidade académica – estudantes, docentes e
investigadores nacionais (das províncias de Benguela, Cabinda, Huambo e Luanda)
e internacionais (Cape Town, Roma e Lisboa) e ainda representantes de
Instituições Oficiais – (Ministérios do Ensino Superior e Cultura,), assim como
da comunidade religiosa.
Pela abrangência dos seus
participantes, pela dinâmica e complexidade da temática, ressaltou a
necessidade de se fazer convergir sinergias de todos num processo faseado (já
iniciado) que conduzirá à integração plena de todas as línguas nacionais nos
diversos sectores da sociedade.
Destacou-se ainda, a noção de que as
línguas nacionais podem assumir um papel vital de inclusão social. Estas podem
tornar-se um importante veículo de alfabetização (sendo a língua materna e,
logo, o código de comunicação preferencial de uma grande parte da população).
Salientou-se ainda, a consciência de
que as línguas integram em si uma série de realidades culturais e tradicionais,
ou seja, uma especificidade cultural com cosmogonias próprias - paradigma
cultural bantu - parte integrante da consciência nacional.
Em nome de um desenvolvimento pleno do
nosso país – que se caracteriza pela diversidade etnolinguística – estas devem
ser preservadas e enriquecidas para que, a par com a língua portuguesa, se
tornem um factor de alavanca para o desenvolvimento cultural, social,
tecnológico e científico de toda a sociedade.
Assim, após estes breves dias de
reflexão conjunta, destacaríamos os seguintes pontos:
a) A importância de se investir na
formação especializada de académicos, particularmente nos domínios da
linguística africana, sociolinguística, etnolinguística e disciplinas afins.
Apenas desse modo poderemos capacitar a comunidade académica com as ferramentas
de análise e investigação apropriadas à complexidade da temática.
b) A consciencialização de todos de
que Angola é uma comunidade plurilingue e que, como tal, o domínio de duas ou
mais línguas é um factor de orgulho e riqueza nacional
c) A necessidade de a comunidade
académica promover a investigação científica e trabalho de campo nas
comunidades, envolvendo os estudantes em trabalhos de investigação no sentido
de contribuir para o mapeamento da realidade sociolinguística do país.
d) O papel que as instituições de
ensino superior (públicas e privadas) podem assumir, promovendo encontros de
reflexão, incentivando projectos de investigação, no âmbito das monografias de
fim de curso, na temática em causa.
e) A importância que a comunicação
social (Televisão, Rádios e Imprensa) pode assumir na valorização das línguas
nacionais, já que, por esta via, a comunidade juvenil passaria a identificar-se
mais com a sua língua materna, atribuindo-lhe também um traço de modernidade.
f) A necessidade de regulamentar as
normas ortográficas das línguas nacionais com base na avaliação criteriosa e
científica do tecido sociolinguístico do país.
g) Tomando como referência o resultado
das investigações efectuadas, fomentar a produção de materiais pedagógico-didácticos
- manuais escolares, dicionários, gramáticas, prontuários ortográficos, etc.
com o devido rigor científico.
h) Incentivar a produção literária (na
sua vertente oral/escrita e infantil) em línguas nacionais.
i) Promover a formação especializada
de professores capacitados para a docência das línguas nacionais, bem como a
capacitação de quadros já integrados nos diversos sectores da sociedade e,
muito particularmente no que concerne a sectores de atendimento ao público.
Em suma, e parafraseando um estudante
do curso de Línguas (Português e Línguas Nacionais) do ISP Jean Piaget:
“Conhecer uma outra língua é, de certa
forma, descobrir mais um mundo, conhecer mais uma cultura… é estar no outro sem
deixar de ser o próprio, é tornar-se mais humano ao conhecer outras dimensões
do homem, é alargar o nosso próprio mundo. É uma abertura ao outro...” (Eusébio Tchamawe)
Benguela, 9 de Maio de 2015
O
Secretariado do Colóquio
PORQUE A BELEZA NÃO É TUDO
ISP JEAN PIAGET OFERECE BOLSAS DE ESTUDOS À VENCEDORAS DO MISS BENGUELA 2015
Durante gala, o jurado, presidido pelo jornalista Ernesto Bartolomeu, elegeu também como primeira dama de honor Liliana Mendes e segunda dama Andreia Rosado.
Para os prémios de miss simpatia, popularidade, fotogenia foram eleitas Andreia Rosado, Bruna Cardoso e Fernanda Júnior, respectivamente.
Falando a imprensa após a eleição, Bruna Cardoso disse sentir-se muito feliz por ter ganho o trofeu da mulher mais bonita da provincia, visto que havia candidatas com muito potencial.
Afirmou que vai trabalhar com dedicação, amor e carinho na área da saúde e no ramo da pediatria, porque nesta área há muita necessidade e carência.
As 16 candidatas iniciaram o desfile com uma coreografia de dança de reciclagem, trajes tradicional, banho e noite.
O evento foi também marcado pela despedida da Miss 2014, Marcelina Kazengai, e abrilhantado pelos músicos Mona Nicastro, Ary, Cef.
Texto: Angop.
quinta-feira, 14 de maio de 2015
sexta-feira, 8 de maio de 2015
Arrancou ontem o Colóquio Internacional sobre as línguas nacionais de Angola
Arrancou ontem o Colóquio Internacional sobre as Línguas Nacionais de Angola
O discurso de abertura foi proferido pelo representante da ministra da cultura Rosa Cruz e Silva mas, foi à Dom Francisco Viti, Arcebispo Emérito do Huambo, que coube a responsabilidade de proferir a conferencia inaugural, onde destacou o papel das línguas na construção e preservação da identidade nacional.
Ao longo do dia hoje, foram apresentadas mais duas comunicações, nomeadamente "Escrevendo africano - a harmonização das convenções ortográficas nas línguas africanas" pelo Prof. Doutor Kwesi Kwaa Prah, Director do CASAS - Center for Advanced Studies of African Society, of Cape Town. Na sua prelecção o Doutor Prah destacou, que problematizou de forma exemplar os atuais debates em torno das línguas nacionais, defendeu a necessidade de se promover uma maior integração das línguas autóctones nos sistemas de ensino, ao mesmo tempo que lembrou o facto de as línguas não serem laicas.
Outro tema, não menos importante que encerrou a tarde de hoje, " Línguas Nacionais e o Desenvolvimento de África. O caso do Sango da República Centro Africana", apresentado pelo Prof. Doutor Marcelino Kpéou, proveniente de Roma. Este orador fez uma incursão histórica sobre o papel das línguas africanas e na construção das nações e apontou alguns dos principais desafios da actualidade.
Hoje prosseguem os trabalhos com a abordagem de mais quatro temas. As sessões deste colóquio estão abertas à toda a sociedade e visa saudar os 11 anos de existência do ISP Jean Piaget de Benguela, a assinalar-se no próximo sábado, 10 de Maio. Venha e participe.
O discurso de abertura foi proferido pelo representante da ministra da cultura Rosa Cruz e Silva mas, foi à Dom Francisco Viti, Arcebispo Emérito do Huambo, que coube a responsabilidade de proferir a conferencia inaugural, onde destacou o papel das línguas na construção e preservação da identidade nacional.
Outro tema, não menos importante que encerrou a tarde de hoje, " Línguas Nacionais e o Desenvolvimento de África. O caso do Sango da República Centro Africana", apresentado pelo Prof. Doutor Marcelino Kpéou, proveniente de Roma. Este orador fez uma incursão histórica sobre o papel das línguas africanas e na construção das nações e apontou alguns dos principais desafios da actualidade.
Hoje prosseguem os trabalhos com a abordagem de mais quatro temas. As sessões deste colóquio estão abertas à toda a sociedade e visa saudar os 11 anos de existência do ISP Jean Piaget de Benguela, a assinalar-se no próximo sábado, 10 de Maio. Venha e participe.
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