quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

COMUNICAÇÃO NAS ORGANIZAÇÕES

Como vai a comunicação na sua empresa?

 
Os mercados cada vez mais concorrentes exigem maior dinamismo de todos os actores. As empresas que perseguem altas produtividades não mais se satisfazem com dirigentes ou responsáveis. Elas precisam de lideranças. Pessoas capazes mobilizar os funcionários em torno dos grandes objectivos da empresa. E não simples burocratas ou controladores. Para isso estão em jogo as competências comunicativas do gestor. Caso este não as possua, deverá socorrer-se de um corpo de assessores para o feito, sob pena de incorrer que certos gestores vêem fazendo, as suas empresas por conta da sua aversão a comunicação. Disso, falaremos mais adiante. Entretanto, existem gestores que confundem informação com comunicação. Vivem produzindo informações que nem sempre circulam do modo certo em toda a estrutura da empresa. Estes homens e mulheres assumem-se como “autênticas máquinas de fazer despachos” ou invés de comunicadores que é, o que se espera de qualquer timoneiro.

Em determinados contextos, informação e comunicação são sinónimos; noutros, tem significados diferentes.
Um despacho informa uma decisão ou explicita um determinado procedimento. O que não gera necessariamente mudança de atitude. Ademais, a rotina laboral tem vícios próprios. As lideranças devem conhecer estes pergaminhos para conseguirem fazer passar por eles as metas, valores e a missão da colectividade, ao mesmo tempo que estabelece o espírito de pertença que gera comprometimento, elemento indispensável ao alcance do maior desiderato da firma: a produtividade. Isto, faz-se comunicando e, não despachando as coisas.

Diariamente as empresas produzem um leque de informações diversificadas. Para que estas informações influam na vida dos funcionários e concomitante, da empresa, é imperiosa a criação de mecanismos internos de comunicação. Isto é, precisa-se dar espírito as informações. Neste caso, a forma como a informação é passada faz a diferença. Ela precisa ser comunicada e não apenas transmitida.

A comunicação envolve com conjunto de signos sempre conjunturais e por isso, provisórios. Assim, para que toda a empresa fale a “mesma língua” é preciso que todos conheçam os signos. Tal desiderato pode ser alcançado quanto mais frequente for o exercício comunicativo quer a nível interpessoal (entre chefias, entre colegas, entre chefe e subordinado), grupal (dentro dos departamentos), intergrupal (entre departamentos) assim, serão mais rapidamente partilhados os significados e consolidados os métodos e aperfeiçoados os canais de comunicação, criando lentes que levam o individuo (funcionário ou chefe) a entender a sua posição e acção e a dos outros na empresa.

Ao contrário de um simples circuito de informação, o sistema de comunicação quando bem estruturado permite uma interacção maior dos elementos da firma numa cadeia hierárquica quer em sentido vertical ascendente ou descendente quer no sentido horizontal para os grupos pares. Deste modo evitam-se os canais alternativos que criam o “boato” perigam a produtividade.

A mais de um ano que desenvolvo um programa de aproximação de lideranças numa grande empresa. O programa consiste aproximação das chefias com as diversas áreas subordinadas. No início, tudo parecia muito difícil e confuso. Os briefings que se realizam semanalmente as segundas, mudavam constantemente de dias. Depois eram todos os dias. Os funcionários que tinham quase sempre uma lista de problemas apresentar as chefias (na sua maioria contra a pessoa do chefe e não sobre os trabalho), passaram a apresentar questões mais ligadas ao trabalho, tais como a satisfação dos clientes, o comportamento da concorrência, fidelização de clientes e outros afins. Nessa empresa, não havia comunicação. As chefias estavam distantes dos níveis inferiores por isso, não os compreendiam. Isso gerava uma atitude defensiva da parte dos funcionários, por essa razão eles, ao invés de fazerem o trabalho para o qual eram pagos, aventuravam-se a fazer análises psicológicas (ou psicóticas?) das chefias.

Provavelmente a sua empresa vive uma situação similar. Você está sempre a ver defeito nos seus funcionários. Os seus funcionários “odeiam” você. Ambos sabem disso. Mas, ninguém faz nada para quebra a barreira. Enquanto isso, a empresa é que perde.

Os funcionários odeiam sentir-se meros executores ou mão-de-obra. Eles amam sentir-se integrados na concepção e avaliação do seu desempenho. Reduzir o funcionário a mero executor é como passar-lhe um atestado de mercenário ou biscateiro da empresa. Por ele, passa a trabalhar porque lhe pagas um salário e não porque faz parte da empresa. Como afirmamos acima, retomamos agora aos aspectos nocivos a saúde financeira da empresa directamente resultante da má, fraca ou ausente comunicação empresarial.

Quando os membros de uma equipa não se comunicam, eles facilmente entram em conflito. E o conflito é seguramente o maior inimigo da estabilidade numa empresa. E uma empresa somente atinge altos níveis de lucractividade se for estável. Estamos todos recordados os episódio que ocorreu no seio da dos Palanquinhas durante a campanha para CAN2010, envolvendo o técnico Manuel José e o avançado Manucho Gonçalves. Fez-se alarido que bastou em torno do virar de costas. Mas, a falha estava na comunicação. Até hoje ficaram por se avaliar as consequências psicológicas do episódio no desempenho da nossa selecção no CAN que acolhemos.

Outros exemplos mais poderiam se elencados aqui. Porém, este não é o propósito deste artigo. Queremos tão-somente, chamar a luz para a importância da comunicação no seio das empresas. Lembrando que, quando bem assistida, ela só pode resultar em benefícios para empresa. Segundo Marlene Marchiori, doutora em Ciências da Comunicação, os empregados são parceiros e quanto mais bem informados estiverem, mais envolvidos com aquela empresa, sua missão e seu negócio, eles estarão. A Comunicação interna amplia a visão do empregado, dando-lhe um conhecimento sistémico do processo. “As acções da empresa devem ter sentido para as pessoas – sendo necessário que encontrem no processo de comunicação as justificativas para o seu posicionamento e comprometimento”.

Suportamos e completamos a ideia com a afirmação do professor Bueno: “funcionários descontentes, mal informados, geram prejuízos imensos às organizações porque podem expressar, com mais autenticidade do que outros públicos, os valores positivos ou negativos da cultura organizacional. Fica fácil acreditar no que eles dizem porque, afinal de contas, eles estão vivendo lá dentro. Como sabemos, a imagem e a reputação se formam assim, a partir de pequenas vivências e convivências e os públicos internos têm papel fundamental neste processo”.

A terminar, lanço o repto a todos os gestores no sentido de aceitarem o desafio de deixarem de ver a comunicação interna como “assunto de terceira” e passarem a accionar os vários mecanismos e canais actualmente existentes, nomeadamente, os briefings, o mural, o boletim, a internet, e outros com o fim de tornar as suas empresas mais saudáveis, comunicativamente falando.

Por: Martinho BANGULA

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

É DE DAR SAUDADES ...A PIAGET ESTÁ RUBRA

REGRESSO



Quando eu voltar,
que se alongue sobre o mar
o meu canto ao criador
que me deu vida e amor


para voltar!...

Voltar!
Ver de novo o balouçar
Da fronte majestosa das palmeiras
Que as horas derradeiras do dia

Circundam de magia.


Regressar !

Poder de novo respirar -

ó minha terra -

aquele odor escaldante
que o húmus vivificante
do teu solo encerra.

Embriagar uma vez mais o olhar,
numa alegria selvagem,
no tom gritante da tua paisagem
que o sol a dardejar calor
transforma num inferno de cor.


Não mais o pregão das varinas
nem o monótono, igual, do casario plano.

Hei-de ver outra vez as casuarinas
a debruar o oceano.

 
Não mais o agitar fremente
duma cidade em convulsão.

Não mais esta visão
nem o crepitar mordente deste ruído.


Os meus sentidos anseiam pela paz
das noites tropicais
em que o ar parece mudo
e o silêncio envolve tudo.

Tenho sede !
Sede dos crepúsculos africanos


Todos os dias iguais
de tons quase irreais.
Tenho saudades !

Saudades do horizonte sem barreiras,
das calemas traiçoeiras,
das cheias alucinadas !



Saudades das batucadas
que eu nunca via
mas pressentia em cada hora
soando pela noite fora !



Sim, eu hei-de voltar.

Tenho de voltar !



Não há nada que mo impeça.
Com que prazer hei-de esquecer
toda esta luta insana,
que em frente está terra angolana
a prometer o mundo a quem regressa.
Oh ! Quando eu voltar,
hão-de as acácias
rubras, a sangrar,
florir só para mim.

E o sol esplendoroso e quente,
o sol ardente,
há-de gritar,
na apoteose do poente,
o meu prazer sem lei,
a minha alegria enorme
de pode enfim dizer:


 
VOLTEI !


ALDA LARA

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

A CORRUPÇÃO NÃO TERMINOU A CORRUPÇAO em Angola é um vírus que virou “COSTUME”

POR: Afro génio


Foto tirada no auditório do palácio do governo provincial do K kubango, aquando da visita dos estudantes de Direito do 5º ano diurno, naquela província…

Desde os tempos dos antigos reinos que o “vírus” da corrupção tem tomado conta das “veias” dos angolanos. Registos históricos, confirmam que o “vírus” já existia nalguns reinos da Angola pré-colonial.(...).
            - Como é que começou então o maldito “vírus”?! Ora, não sabem ao que me refiro não é?! Pois é,  eu explico. Mas antes, permitam-me dar-vos algumas dicas sobre o verdadeiro sentido do termo “costume”:
O dicionário de língua portuguesa define-o como sendo «a regra que resulta do uso generalizado e prolongado, e para cujo desrespeito existe uma sanção». A doutrina jurídica define-o como sendo a prática reiterada de um determinado povo, com a ideia de obrigatoriedade. Assim,  quando este não fere a lei ou quando a lei não o abarca -costume praeter legem – é geralmente usado como fonte mediata do Direito (no caso angolano, artigo 3ºcc), mas se o mesmo viola os preceitos legais, os bons princípios e a paz social a qual o direito visa proteger – costume contra legem – então, não se verifica a situação anterior, neste caso, a sua aplicação como fonte é proibida porque é contra a lei.
Os caros leitores devem estar a perguntar-se, o que é que isso tem a ver com a corrupção? Não é? Não se preocupem porque em breve entenderão. Mas por agora, voltemos à explicação:
Dizia que o “vírus” da corrupção é de longa data. A História de Angola assegura-nos que nos antigos reinos tais como: os do Congo, Ndongo Bailundo e outros menores, certas práticas – como a troca de escravos por mercadorias – só foram possíveis, por causa do frágil ego de certos  representantes desses reinos naquela altura. Sabe-se que em troca de espelhos e outros bens improfícuos, alguns reis (…) que representavam certos reinos de Angola na altura (…), chegaram a entregar seus irmãos negros (refiro-me a pessoas negras como eles) para a escravidão, isto é, entregavam pessoas em troca de espelhos e outros bens de pouco valor. (veja a “guerra de kuata kuata”, em “Historia de Angola”, 4º, 5º e 6ºanos de escolaridade). Já viram que burrice?! Imaginem… vidas humanas em troca de bens sem qualquer valor comparável. Pois, é a isto que nos leva a corrupção. - Atordoa a cabeça das pessoas, por causa da ambição doentia e o imediatismo, leva-nos a cometer loucuras por coisas de pouco valor. Atropelando normas de boa conduta social, princípios e valores morais, por coisas banais. Em situações mais criticas, faz com que seja posta em causa, vidas humanas –. Dá para acreditar nisso?!
Estou ciente que os caros leitores já sabiam dessa triste história sobre a nossa Angola. E os nossos antepassados já choraram muito. Não por eles, mas por Angola. Por nós, gerações vindouras (na época deles). Por isso, já não precisas chorar mais. Afinal, há muito que isto terminou. Só que não podemos falar o mesmo em relação à corrupção. Porque permaneceu nas veias de alguns angolanos, até à data de hoje. É incrível não é?!
Vejamos: para conquistar a sua independência, alguns angolanos foram corrompidos a lutar contra seus compatriotas por ganância, luta pelo poder etc., etc…   
 - Por conta disso, no pôs-independência, o país sempre viveu momentos de tensão. Por questões histórico-politicos, foi implantado no país o regime socialista, regime este que não concebe a propriedade privada, ou seja, a economia, os meios de produção e a distribuição dos bens é controlada pelo estado. Esse regime tem como etapa final o comunismo que «é uma estrutura socio-económica e uma ideologia política, que pretende promover o estabelecimento de uma sociedade igualitária, sem classes e apátrida, baseada na propriedade comum e no controle dos meios de produção e da propriedade em geral» (ver: Récits de la Kolyma, de Varlam Chalamov, 2003., em www.wikipedia.com). É certo que este modelo politico, proporcionou muitos benefícios ao povo angolano naquele contexto histórico do país (os “kotas” que o viveram, que o digam). (queremos apenas realçar um dos aspectos negativos que a queda desse regime concebeu, para efeito de analise do nosso artigo).
  Com a queda do socialismo, houve necessidade de dar ao país, uma nova realidade política. Angola foi proclamada estado de direito – baseado no respeito pelos direitos universais do homem, no pluripartidarismo e na economia de mercado –, que se efectivou com a realização das primeiras eleições gerais. Bem, sobre isso todos já sabemos. Não é verdade? Tanto é que sabemos, igualmente que, tais eleições não decorreram bem. Não é? Porque?!
 - Quanto a este assunto, espero somente o vosso comentário. A verdade é que o país voltou a conhecer uma vasta guerra civil. Estão lembrados? É impossível esquecer-se disso. Mas também passou. O que não terminou meus amigos é a corrupção. É um vírus que virou moda em Angola. É um costume, só que daqueles que a lei não permite. Mas muitos angolanos infelizmente têm-no na veia. Em alguns, já transpôs esse nível. Está já nos ossos. A corrupção é um vírus que sobrepujou de geração em geração, até aos nossos dias. Rompeu as barreiras do tempo, passou da troca de espelhos por escravos, à troca de serviços e bens, por dinheiro ou outros – favores –, (ou seja, «uma mão lava a outra» é assim que se tem dito), resistiu à escravatura, às guerras de resistência contra a escravidão, no pós-independência, até hoje. (bem haja a TOLERANCIA ZERO).
Digamos que a democracia veio introduzir dentre os outros elementos já aqui citados, um elemento novo na realidade dos angolanos: a propriedade privada e o seu incentivo (ora, não há mal nisso). Mas a guerra que se seguiu, atrapalhou o processo de organização social dessa nova realidade. Processo este que consistiria essencialmente, na educação democrática e jurídica, no respeito pelos direitos fundamentais da pessoa…
Assim muita coisa foi “atropelada”. Alguns cidadãos colocaram na mente que eram livres e podiam fazer o que quisessem, passando da liberdade à libertinagem. Nesta fase de guerra, muitos tiveram que abandonar o que já haviam possuído, fugindo para regiões mais seguras, e outros, não tiveram oportunidade de educar os seus filhos, porque em vez disso, garantiam a sua sobrevivência. O Estado por sua vez, não teve possibilidades de garantir um sistema de ensino digno para os seus cidadãos. Mesmo o fazendo com muito esforço, não foi possível que todos frequentassem as escolas. E porque em vez disso, esteve preocupado em livrar seu povo do sofrimento – da "GUERRA" –. Ora, esse pesadelo, só há quase nove anos terminou. Mas não deve servir de justificação de tanta corrupção. Ela só facilitou o processo (dos imoralistas; dos corruptos).
Muitos perderam os seus haveres, por abandono, por destruição…
Outros enriqueceram (não importa como. O facto é esse…)
Agora, todos querem recuperar o tempo perdido. Trabalhar e voltar a organizar a vida. Só que alguns fazem-no tão depressa que acabam por incorrer em praticas ilícitas para conseguir o que querem (por via da corrupção é claro). Imbuídos do espírito imediatista, querem adquirir casas, carros e outros bens de custo alto a curto prazo. E isto simplesmente não é possível. «Em uma hora pode-se destruir vários prédios. Mas é impossível construí-los no mesmo prazo», disse o PR no seu discurso sobre o estado da nação). E como não é possível fazê-lo de forma legal, fazem-no por via do “vírus”. Corrompem o sistema e de forma desonesta, desleal e infiel, vão adquirindo tudo o que lhes «apetece».     
Nos nossos dias é comum ouvir expressões como:

·         «Ganho setenta mil, mais os “business”, posso atingir aos cento e….»
·         «Para se subir na vida é preciso ter um emprego de muitos “business”»
·         «Tenho um canal …»
·         «Vou entrar no canal…»
·         «O emprego não me sustenta… o que me sustenta são os “business”»

- Mas, que “business” são estes?
- Qual é o entendimento desse termo no contesto angolano?
Ora, esta palavra é inglesa – designa: negócio; conjunto de instrumentos que proporcionam um determinado serviço (…) –, em Angola tal termo foi introduzido por via popular, mas com valor semântico relativamente pejorativo em relação ao significado original (do inglês). É assim que hoje podemos observar nos dicionários da língua portuguesa derivados dessa palavra tais como: bisneiro (a) – que significa por um lado, intermediador de negócios, por outro, corrupto. Esse último, que é o que caracteriza o valor semântico da palavra “business” das frases acima indicadas. Quer dizer que em Angola fazer “busisness” e conseguir algo através de um canal, equivale a alcançar coisas por meios ilícitos. É ser corrupto, ok?!

Bem. Pode-se dizer que o homem nunca está satisfeito com o que tem. Quer sempre mais. Na verdade, o homem é ganancioso por natureza. Mas, esse sentimento quando é bem gerido, não cria atrocidades sociais. Muito pelo contrário, causa benefícios na medida em que, ao se querer mais, mais será produzido. Mais bens e serviços serão criados, podendo haver desta forma um desenvolvimento social sustentável. E com base na troca, cada um poderá adquirir licitamente o que desejar. Que mal  há nisso?! É claro que não há mal nisso. Agora, quando a ganância é acompanhada de imediatismo e desonestidade é que gera a corrupção. Fazendo com que as pessoas não meçam os meios para conseguirem o que querem.
Reflectindo nesses termos, podemos concluir que tudo depende da nossa atitude, do nosso exemplo. (é preciso agir sempre com base nos princípios éticos e morais).   

Então, a solução não é se apontar o dedo, caros angolanos. A solução está em cada um de nós. A solução está nas nossas atitudes. Devemos banir as tentações que nos são impostas nas nossas relações, de trabalho principalmente, e em outros ambientes propensos a estas praticas. Sermos honestos e dignos, gerirmos os bens públicos com zelo e probidade, combatendo proporcionalmente os já desviados, são as chaves para combater o “vírus” da corrupção. A tolerância zero começa nas nossas mentes, começa em cada um de nós, nos nossos comportamentos e atitudes...
Bem-haja, a tolerância zero…


(Miguel de Jesus Marcelino Paxe)
Estudante do 5º ano de Direito
Diurno

terça-feira, 16 de novembro de 2010

I JORNADAS DE PSICOLOGIA: VISITE-NOS NA INTERNET



Visite e deixe os seus comentários e sugestões para o futuro

Uma iniciativa da Universidade Jean Piaget - Pólo de Benguela
GAPE - Gabinete de Apoio ao Estudante e Coordenação do Curso de Psicologia

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

CAMPUS UNIVERSITÁRO DE BENGUELA

 GANHA SALA DE PRÁTICAS DE DIREITO



O Campus Universitário da Piaget em Benguela conta,  desde quarta-feira 10 de Novembro, com uma sala, "tribunal" para a realização de práticas de direito. O espaço visa suprir a carência até então registada de espaços para licenciandos em direito poderem exercitar os seus conhecimentos em ambientes reais ou simulados. 


De acordo com Mário Rui Ferreira, administrador do Campus de Benguela quando discursava na cerimonia, "a sala irá não só atender aos nossos estudantes como a toda comunidade jurídica da província. Esta é, protanto uma sala da província de Benguela e não apenas da Piaget, podendo outros agentes se servirem delas sempre que necessitarem quer para exercícios (simulações de julgamentos) quer para julgamentos reais, desde que tal não implique a presença de forças policiais ou paramilitares no recinto escolar".


Aquele responsável referiu ainda que, com a inaguração da Sala de Práticas de Direito, a instituição que dirige dá um passo decisivo e inequívoco no cumprimento cabal de uma das suas atribuições cruciais: A investigação social e abertura para as comunidades. Assim, a Piaget pretende por meio do G.I.S - Gabinete de Investigação Social  aproximar-se cada vez mais das comunidades para conjutamente identifacar os seus problemas solidariamente os resolver.



Poderão utilizar a Sala de Práticas de Direito os estudantes que frequentem o 4º e 5º anos. De recordar que uma parte considerável destes, já está enquadrado no Plano de Práticas junto dos tribunais da província, onde exercem o papel de defensor oficiosos e outros de acessoria juridica.

No seio dos principais e directois beneficiarios da infraestrutura,  os estudantes, as reacções não se fizeram esperar. Cládio Inocêncio do 4º ano, disse a nossa reportagem estar de muito contente com a inaguração pois assim, não precisará abandonar o Campus Universitário para ter aulas práticas o que facilitará imenso a sua vida, uma vez que vive fora de Benguela.

A inaguração foi feita na presença de distintas personalidades, da política, justiça e governo local, e  esteve enquadrada nos festejos do 35º Aniversário da Independência Nacional. 
O corte da fita coube ao Dr. Joaquim Pinheiro, Director Provincial da Cultura que representou no acto Sua Excelência Armando da Cruz Neto, governador provincial.

domingo, 14 de novembro de 2010

: PAULA PESTANA É A ESTRELA DO ANO DE 2010




O Concurso cultural "Estrelas do Ano" edição 2010 é uma iniciativa do Gabinete de Comunicação, Imagem, Actividades Extra-curriculares e Intercâmbio da UniPiaget - Pólo de Benguela que visa promover o Canto e Dança no seio dos universitários piagetinos.



Um total de onze candidatos apresentou-se as audições. Apenas seis foram escolhidos. Destes, quatro foram a concurso. São eles, Paula Pestana, Vitchigui, Ana Maria e Boaventura, estes dois últimos eliminados na primeira fase realizada no dia 6 de Novembro.
                                                                                                                            (Paula Pestana, Hélvio e Vitchigui

A fase final aconteceu no sábado 13 de Novembro, no anfiteatro nº.02. Vitchigui e Paula Pestana mostraram o que valem em exibições arrojadas e cheias de imaginação e performance. No final,  o músico Hélvio na sua qualidade de júri do concurso atribuiu 9 pontos a Vitchigui e 15 pontos a Paula Pestana, sagrando-se assim esta na vencedora ESTRELA DO ANO, edição 2010.

Para além de um mandato de ano, durante o qual a vencedora estará envolvida em actividades sociais e extracuriculares, PAULA PESTANA ganhou  (3) trés meses de propinas inteiramente grátis, livros no valor de 100 USD e um curso Técnico a sua escolha.

O concurso foi patrocinado pela Livraria Escolar Editora, Business to Business e Universidade Jean Piaget - Pólo de Benguela.

Em 2011, na 2ª Edição a organização promete fazer mais e melhor. A  mesma agradece ao senhor Director Provincial da Cultura, Cristovão Kajibanga e ao músico Hélio pela pronta disponiblidade com que aceitaram os convites para actuar como júri na primeira e segunda fases do concurso, respectivamente.


Não assistiu a final do concurso? Veja o video de actuação da vencedora!


sábado, 6 de novembro de 2010

SERÃO CONHECIDOS HOJE: OS FINALISTAS DO "ESTRELAS DO ANO 2010"




Estrelas disputam hoje um lugar no céu

O Concurso de Canto que se propõem despertar o talento, incentivar e premiar o génio criador e inventivo dos estudantes da UniPiaget - Pólo de Benguela realiza hoje um inédio "Show de Talentos Universitários".


Quatro (4) candidatos dos seis (6) prevista sobem hoje pelas 16 horas, ao palco do Anfiteatro nº2 para disputarem os dois lugares disponíveis na final a ter a realizar-se no sábado 13 de Novembro.

Sob a coordenação de Viriato Albino, vice-presidente do Conselho de Delegados da UniPiaget o evento promete muito diversão e aprendizagem. Segundo informações da organização são esperadas mais de duas centenas de espectadores, entre estudantes, docentes e convidados especiais.






Com júri estará o Dr. Mário Cristovão Kajibanga, músico e coreográfo, actualmente exercendo as funcções de Director Provincial da Cultura em Benguela.

O nosso blogue, promete trazer mais novidades sobre o resultado deste dispique de talentos universitários.


O evento tem o patrocínio Oficial da LIVRARIA ESCOLAR EDITORA e o Apoio da Business to Business - Marketing e Relações Públicas.

sábado, 9 de outubro de 2010

A poliomelite das Mentes

"por falta das gotas que salvam...comecei a adoecer aos 2 anos"



Quando era mais novo, notei uma grande diferença entre mim e outras crianças da minha idade. O meu físico era o que me espantava mormente o meu pé esquerdo era (é) diferente do outro. Observava e perguntava dentro de mim, porque será? quando um camba me abusava outros ficavam solidários comigo. E outros miúdos mais a atrevidos do bairro, era só eu passar e eles gritavam “aleijado”...A nunca explicação que obtive é que comecei a adoecer aos 2 anos e assim fiquei assim. Confesso que nos primeiros dias, sentia-me muito mal, chorava e perdia a vontade de viver. Porque, logo eu?


Quando comecei a dar os meus pequenos passos de” namoradeiro”, minha mãe ficava preocupada, para ela o meu físico só tinha uma solução estudar e um dia formar-se e “ser um grande homem.” Por isso todas as minhas damas acabavam por me deixar. Eu furioso, discutia sempre com ela. (Pois muitos dos meus amigos eram os parentes delas (damas) que os obrigavam a separarem-se. Que diga o Néné quando namorava a Tété). Eu perdia sempre a discussão quando, me dizia “meu filho, tu és aleijado, os livros são a tua a salvação. Coisas pesadas não consegues, levar”.

             Essas palavras penetravam na minha alma como uma bomba e explodiam automaticamente, não percebia porque…? Hoje ganhei maturidade e auto estima que me deixam sem receios nem complexos da minha deficiência, (lembro-me com nostalgia de uma discussão na faculdade com uma minha colega. Ela disse-me que me partiria a outra perna, os que ouviram quase que choravam no meu lugar enquanto eu me ria de alegria). Tenho acompanhado com muita tristeza a divulgação de inúmeros casos de poliomielite, as vezes imagens que sacodem a sensibilidade de qualquer ser humano. Não vou entrar no fundo da realização da campanha nem na qualidade da vacina. Mas sim, qual tem sido o acompanhamento das crianças detectadas? Recentemente falei numa palestra sobre a minha preocupação (os deficientes físicos) o que é feito as crianças que são detectadas? Disse-lhes “ que não é fácil viver com deficiência física ou como suavemente se diz “portador de deficiência”. (desculpem-me portador, deficiente… Pra mim não faz diferença.). Contei-lhes, as razões de como falo com normalidade do meu estado. A plateia comoveu-se com as minhas palavras e a tarde fui convidado para uma entrevista na rádio Benguela. A grande jornalista ficou estupefacta com a frontalidade e seriedade dos meus argumentos.Quando sai daquele local, recebi uma onda de felicitações e encorajamentos de parentes, amigos… 

            Vejo diariamente o abandono que passam os portadores de deficiência, alguns são kupapatas, mendigos… Se alguém já tem problemas físicos, ainda faz táxi? A rua é o seu lar? Não seria bom explorar os seus aspectos intelectuais? Primeiramente, criar auto valorização dizer “ eu consigo”. Formar-se e dar o seu maior licitamente para o meu país.
            
Quando anunciam um caso, fico preocupado (se os que estão fisicamente bons enfrentam dificuldades, quanto mais nós?), é preciso que esta orientação deve “começar agora”. Quantos de nós somos úteis? Ganhei confiança em mim com a seguinte frase”a minha inteligência é a maior que a minha deficiência”. Faço tudo no limite da minha capacidade intelectual hoje exerço actividades que não “danificam”o meu corpo. Estar nesta condição é duro, as pessoas olham-nos sempre com piedade e muitas vezes sem importância (pensam que os meus “companheiros”, só servem para mendigos).


A poliomielite das mentes é um facto, pois existindo várias fases de campanha, os resultados são bons? Continuamos a desprezar os presentes. Se todos estamos de acordo que” os homens não são perfeitos” então podemos concluir que “somos todos deficientes só que nós os mais visíveis”. As nossas mentes têm poliomielite pois não se entendem muitas situações? Que vão acontecendo todos os dias…

D.S.Chipilica Eduardo, 4º Ano, Curso de Direito

sábado, 2 de outubro de 2010

Orquestra de Câmara Piaget


    dá Concerto, hoje 2 de Outubro,  na Igreja Paroquial de Mangualde pelas  21h00
  Entrada livre

No âmbito das actividades extra-curriculares dos Cursos de Música (Licenciatura e Mestrados) do ISEIT - Viseu, a Orquestra de Câmara Piaget realiza um Concerto no dia 2 de OUTUBRO, 2010, pelas 21H, na Igreja Paroquial de Mangualde, com entrada livre.

Neste Concerto dedicado ao barroco, a orquestra Piaget vai interpretar obras de António Vivaldi e G. F. Handel.

Este evento encerra o Ciclo de Concertos de Música organizado pela Câmara Municipal de Mangualde, em parceria com o Instituto Piaget de Viseu.


 
 
 
 
fonte:/www.ipiaget.org

PROTOCOLO PERMITIRÁ ESTÁGIOS DE ESTUDANTES

Repsol assina protocolo com Instituto Piaget

A Repsol possibilita estágios profissionais na indústria petrolífera a estudantes portugueses e angolanos.

A Repsol e o Instituto Piaget assinaram em Setembro de 2010, em Madrid, um Protocolo de Cooperação para facilitar o desenvolvimento de estágios curriculares a alunos do Instituto Piaget de Portugal e Angola, que se realizarão nas instalações das várias empresas do Grupo Repsol.

O acordo  assinado dirige-se a estudantes do Instituto Piaget de Portugal e da sua secção em Angola e abrange áreas de especialidade específicas da indústria dos petróleos, nomeadamente nas valências de prospecção, exploração, armazenamento, transporte, refinaria e petroquímica, assim como seus derivados.

Este Protocolo prevê também a possibilidade do intercâmbio de pessoal docente e investigador, assim como de pessoal técnico e discente, entre a Repsol e o Instituto Piaget.

No acto de assinatura estiveram presentes por parte do Instituto Piaget o seu Presidente, Dr. Luís Manuel Cardoso, e o Presidente da Associação Instituto Piaget de Angola, Dr. António Oliveira Cruz.

A Repsol fez-se representar pelo Director Executivo de Química, Jesús Guinea Rodriguez, a Directora de Pessoas e Organização de Upstream Julia Giménez Garcia, Director de Produção e Logística de Química Juan Carlos Ruiz Dorado, Director de Pessoas e Organização Industrial, Jaime Martínez López, e o Gerente de Pessoas e Organização da Repsol Polímeros, José Alberto Folch.

O Instituto Piaget lecciona a licenciatura em Engenharia de Petróleos, que sendo o primeiro curso do género em Portugal, é fundamental para a consolidação da engenharia portuguesa nesta área, beneficiando de uma proximidade com várias plataformas tecnológicas, entre elas a da REPSOL em Sines, que torna possível uma interacção estratégica entre ensino e indústria.

fonte:http://www.ipiaget.org/

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

CONCURSO ESTRELAS DO ANO 2010

Já são conhecidos os primeiros candidatos ao maior concurso de canto e dança 
da UniPiaget- Pólo de Benguela.


Realizou-se hoje (01 de Out.) no anfiteatro nº1 da Universidade Jean Piaget - Pólo de Benguela, a primeira sessão de selecção de candidatos ao Concurso Cultural: Estrelas do Ano, Edição 2010.

Para saber mais, siga-nos sempre aqui neste blogue. 
Por agora, conheça os rostos e cursos que frequentam. os nossos candidatos. Nos próximos dias, contamos trazer mais curiosidades sobre a vida destes jovens talentos angolanos, que têm no canto e na dança uma oportunidade de promover valores e afirmarem as suas identidades.

PAULA  PESTANA (1º ANO, CURSO DE DIREITO)
GÉNERO MUSICAL: R and B

PAULO (2º ANO, CURSO DE ENFERMAGEM)
GÉNERO MUSICAL : GOSPEL

VITCHIGUE (2º ANO, SOCIOLOGIA)
GÉNERO MUSICAL:  RAP
ANA MARIA (1º ANO, CURSO DE ENFERMAGEM)
GÉNERO MUSICAL: SEMBA
BOAVENTURA (1º ANO, CURSO DE C.CIVIL)
GÉNERO MUSICAL: R and B
AMÂNDIO (3º ANO, CURSO PSICOLOGIA)
GÉNERO MUSICAL: GOSPEL

Destes seis jovens, apenas um será o vencedor do ESTRELAS DO ANO 2010, na categoria de Canto. Serão realizadas um total de três fases. Em cada uma delas, dois concorrentes serão eliminados até a grande final.

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COMUNICADO:

sábado, 25 de setembro de 2010

CICLO DE TERTÚLIAS SOBRE A JUSTIÇA E O DIREITO

 
Os nossos estudantes tiveram a oportunidade de participar numa tertúlia informal, que resultou numa verdadeira aula magistral, com uma figura de referência da área da Justiça e do Direito, o Juiz Presidente do Tribunal Provincial de Benguela.


 

O meritíssimo juiz Cristino Molares de Abril e Silva, numa tertúlia de cerca de 3 horas, partilhou o seu saber e experiência com os estudantes do Curso de Direito sobre assuntos ligados à administração da justiça, com destaque para o funcionamento do tribunal, o papel do advogado e do juiz.



 
A sala CR/C1 encheu-se de estudantes ávidos de saber que souberam aproveitar a oportunidade única de estabelecer uma verdadeira tertúlia com o ilustre prelector, meritíssimo juiz Cristino Silva.



O prelector, servindo-se de uma linguagem livre de jargões mas, sem perder o necessário rigor, assumiu um tom coloquial numa verdadeira aula magistral de Direito. Todos os que estiveram presentes aprenderam algo de novo.







É o caso do estudante do 4º ano de Direito, Viriato Albino que se mostrou satisfeito pela brilhante aula dada pelo Juiz. “ Já conhecia o juiz, assim de longe mas, nunca pensei que fosse assim tão simples e cordial.”  Deu para revisar muitas matérias do fórum penal e cível”, concluiu.



 

O momento de perguntas e resposta foi bastante acalorado e participativo.

Os estudantes aproveitaram o momento para lançarem as suas questões, já que não são todos dias que surgem oportunidades deste género.


 
A actividade foi promovida pelo Gabinete de Actividades Extra-curriculares por orientação do Administrador da UniPiaget Pólo de Benguela Eng.º. Mário Rui e enquadra-se no Ciclo de Conversas sobre o Direito e a Justiça.



Ainda enquadrada nesta actividade, prosseguiu no sábado (25.09) no anfiteatro 2, a exibição do filme “A Raiz do Medo”, protagonizado por Richard Gere. O visionamento deste filme concluiu com uma reflexão sobre o sistema penal norte-americano, orientado por um breve comentário pelo professor de Direito Penal Dr. Hermínio.



No final do evento, o Eng.º Mário Rui declarou à nossa reportagem que iniciativas como estas irão prosseguir. "Estamos certos de que é preciso fazer mais pelos nossos estudantes. Temos responsabilidades acrescidas diante da nação. Hoje os nossos estudantes tiveram a oportunidade de participar numa tertúlia informal que resultou numa verdadeira aula magistral, com uma figura de referência da área da Justiça e do Direito, o Juiz Presidente do Tribunal Provincial de Benguela. São acções deste género que contribuem para um ensino eficaz e efectivo dos nossos estudantes, o objectivo primordial que a Piaget procura alcançar " rematou aquele responsável.


 
Outros dois filmes serão exibidos nos próximos dias, seguidos de uma conversa e reflexão. Estes serão realizados até ao fim deste ciclo de conversas sobre “O Direito e a Justiça”.






O CICLO DE CONVERSAS E O CINE DAY

SÃO DUAS OUTRAS FORMAS DE APRENDER NA PIAGET

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RESPEITO, QUALIDADE, HONESTIDADE E TRABALHO



Todas as 5ª Feira – às 16H30 – Na Rádio Morena Comercial

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terça-feira, 21 de setembro de 2010

ALÓ MALTA ESTUDANTIL!

descobrimos mais uma oportunidade para te descobrires
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    Boa sorte a todos!

CICLO DE CONVERSAS SOBRE A JUSTIÇA EM ANGOLA

O Ciclo de Conversas sobre a Justiça em Angola surge como uma oportunidade que a Universidade Jean Piaget – Pólo de Benguela, oferece aos seus estudantes para poderem interagir com os diversos actores e intervenientes na administração da justiça no nosso país, colhendo experiências e conhecimentos indispensáveis ao curso de direito.

É também um espaço de esclarecimentos, formação de opiniões e promoção da cultura jurídica no seio dos nossos académicos.

O público-alvo são os estudantes do curso de direito, contudo, os docentes destes deverão acompanha-los sempre que em serviço.

Para inaugurar este programa de conversas, honra-nos o Senhor CRISTINO MOLARES DE ABRIL E SILVA, Juiz Presidente do Tribunal Provincial de Benguela, que nos vem falar sobre A JUSTIÇA EM BENGUELA.

Estão convidados todos os estudantes dos 3º,4º e 5º anos do curso de direito, de ambos os turnos a participarem activamente do evento que terá início as 18 horas do dia 24 de Setembro, sexta-feira, no anfiteatro nº.2 da nossa universidade.

MAIS CULTURA JURÍDICA, MAIS LEGALIDADE”

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Angola assume a Presidência da CPLP : Repensemos o estado do ensino do Português


A transmissão e produção do conhecimento científico, tal como o concebemos actualmente é feita pela forma escrita. Que implicações é que resultam deste factor?
Significa que um domínio perfeito da linguagem escrita é condição para o exercício pleno de todas as áreas do conhecimento.

Da mesma forma que todas as estruturas organizacionais de uma sociedade se fundam na linguagem escrita, o exercício pleno da cidadania, implica que sejamos “bons leitores”, interpretantes do mundo que nos rodeia. Todo o nosso quotidiano assenta numa permanente “produção” e “interpretação” de mensagens, de códigos escritos.

Daí o papel de relevo e extrema responsabilidade que as instituições de ensino (nos seus mais variados níveis) enquanto veículo de educação formal, desempenham na formação de “leitores”, de “interpretantes” competentes.
Não concebemos a formação de futuros juristas que não tenham o domínio da língua escrita. Como irão interpretar as leis que regem a nossa sociedade? Como poderão defender a justiça, a lei, se forem incapazes de produzir / interpretar  textos fiéis, claros e objectivos?

Será possível concebermos engenheiros que não são capazes de ler e interpretar correctamente textos técnicos, interpretar esquemas, ler gráficos?

Ou ainda, será concebível aceitarmos documentos produzidos por sociólogos ou qualquer outro profissional com formação académica superior, cheio de erros ortográficos ou de estruturas frásicas incompreensíveis? A resposta parece-nos óbvia…

Estamos no bom caminho. É inegável como, de ano para ano aumenta o número de licenciados. É visível o esforço e a procura crescente da formação universitária por parte de todos os que, durante anos e anos, não tiveram oportunidade de concluir a sua formação.

Queremos ver obras publicadas, investigação, conhecimento científico produzido por angolanos para angolanos e para qualquer outro cidadão do mundo (porque o conhecimento válido é necessariamente universal). É preciso percebermos, termos consciência que, para tal, a condição primeira será o perfeito domínio do código linguístico no qual veiculamos esse mesmo conhecimento.


Numa altura em que Angola assume a presidência da CPLP, parece-nos ser a hora certa de, juntos, reflectirmos, analisarmos o estado do ensino do português enquanto língua oficial de comunicação, para assim, definirmos novas estratégias que conduzam ao crescente cimentar do domínio exímio do português. Para tal, fará todo o sentido, que os docentes de português entrem em contacto com as línguas nacionais, na medida em que existem, necessariamente, interferências em ambos os sentidos. Compreender a estrutura das línguas nacionais poderá fornecer uma visão comparativa que auxilie a intervenção dos docentes junto dos alunos cuja língua materna não é o português. Neste caso, a aprendizagem da língua oficial apresentará, necessariamente dificuldades próprias de quem aprende uma segunda língua.

Que sirvam estas reflexões para o acordar de consciências de todos os intervenientes e actores responsáveis pelos caminhos da educação … 

 Por:
Marivalda Da Cruz Gonçalves
Docente da Universidade Jean Piaget, Pólo de Benguela


 

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